MP é contra liminar que tirou guarda do filho de Karina Kufa, casada com Brennand
A Justiça de SP atendeu ao pedido do pai da criança, o advogado e pré-candidato a deputado Amilton Augusto, casado com Val Marchiori

O Ministério Público se posicionou contra a liminar que tirou a guarda do filho da advogada Karina Kufa, recém-casada com Thiago Brennand. A 12ª Vara da Família e Sucessões da Comarca de São Paulo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), atendeu ao pedido do pai da criança, Amilton Augusto da Silva Júnior, que apontou “risco decorrente de união com pessoa presa em estabelecimento prisional paulista, já condenada por estupro, entre outros crimes”.
Advogado e pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, Amilton Augusto é casado com a socialite Val Marchiori (Republicanos), pré-candidata a deputada federal por São Paulo. O casal divulgou um vídeo nas redes sociais falando sobre o caso da guarda da criança, na semana passada. “Isso não é algo normal. Uma criança não precisa passar por isso”, disse Amilton Augusto.
O Metrópoles apurou que o MP declarou à Justiça de SP que “o casamento da genitora com pessoa presa e condenada não caracteriza, por si só, inaptidão para o exercício da guarda nem risco concreto e atual à criança, sob pena de se converter a jurisdição de família em instância de censura da vida afetiva da mãe, o que não se admite”.
“O que autoriza a liminar do lar de referência é a demonstração de risco atual, concreto e imputável ao genitor guardião, e não de risco meramente projetado ou reflexo, decorrente da conduta de terceiro”, pontuou o MP, em manifestação de 15 de julho. No dia seguinte, a 12ª Vara manteve a liminar.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularSegundo o órgão, a ruptura abrupta da rotina, da escola e da convivência materna constituiria “fato de dano relevante” para a criança.
Sobre o atual marido da mãe, Thiago Brennand – que cumpre pena em presídio de São Paulo – o MP opinou pela vedação de contato com a criança.
No processo, Amilton Augusto apontou que o filho estará exposto ao “estigma social” e afirmou que a ex-mulher “não se preocupou com riscos aos quais inseriria os filhos”. Também disse que Brennand, além das condenações, é “entusiasta e colecionador de armas”.
O que diz a mãe
O prazo para defesa de Karina Kufa venceu nessa quarta-feira (22/7). A coluna apurou que a advogada declarou à Justiça que o suposto “risco potencial” apontado pelo pai da criança, “que não se materializa em fatos objetivos e verificáveis, não pode, por si só, justificar a imposição de uma medida judicial tão gravosa quanto a inversão de guarda”.
A mãe declarou que a cautela adequada para “riscos futuros e especulativos” é o acompanhamento técnico e psicossocial, a orientação parental e a construção de resiliência na criança, e não a “ruptura abrupta e traumática do lar de referência”.
“A medida liminar, ao atuar sobre uma base de risco não comprovado, incorre em um erro metodológico que desvirtua a finalidade da tutela de urgência”, enfatizou.
“A retirada abrupta do seio materno, que sempre lhe proporcionou segurança, afeto e um ambiente de amor, para um novo ambiente sob o pretexto de protegê-lo de um risco inexistente produziu o exato resultado que a tutela de urgência deveria evitar: o severo abalo ao equilíbrio psicológico do filho”, afirmou.
A advogada declarou que o pai do filho faz alienação parental por meio de exposição e desqualificação pública da mãe da criança. Karina Kufa disse que o lar do genitor, casado com a socialite Val Marchiori, é apresentado como “fato de estabilidade, e o da mãe como fator de risco automático sem que nenhum dos dois tenha sido submetido a exame equivalente de idoneidade”.
A advogada pediu a reconsideração da liminar e o retorno da guarda compartilhada e realização de estudo psicossocial.















