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Moraes diz que atos de 8/1 não ocorreriam “se PMDF tivesse atuado”

O relator das ações penais sobre o 8 de janeiro, ministro Alexandre de Moraes, disse que bastariam 2 batalhões de choque para impedir atos

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Argumento Bolsonaro Ministro STF Alexandre de Moraes durante sessão no STF - Metrópoles
1 de 1 Argumento Bolsonaro Ministro STF Alexandre de Moraes durante sessão no STF - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse, durante o primeiro julgamento contra réu acusado de participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que a invasão e depredação da sede dos Três Poderes não teriam ocorrido se a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) tivesse agido conforme o protocolo.

Relator das ações penais contra acusados de agirem na tentativa de golpe, Moraes destacou que relatório de inteligência sobre atos previstos para o período entre 6 e 9 de janeiro alertava sobre possibilidade de invasão e ocupação de órgãos públicos, participação de grupos com intenção de “ações adversas” e “convocação de adultos em boas condições físicas e participação de muitos CACs”.

“E tudo isso acabou tendo a complacência… E como disse, já há denúncias e investigações de autoridades constituídas, inclusive autoridades policiais militares. Nada disso teria acontecido se a Polícia Militar do Distrito Federal tivesse atuado segundo o procedimento correto”, declarou Moraes, durante o julgamento na tarde desta quarta-feira (13/9).

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Ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura suposta omissão de Anderson Torres
Ministras do STF Rosa Weber e Cármen Lúcia
Alexandre de Moraes durante julgamento no STF sobre atos de 8 de janeiro
Sebastião Coelho é advogado de um dos réus por atos de 8/1
STF faz julgamento de réus pela invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro
Ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso
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Ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso

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Ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura suposta omissão de Anderson Torres
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Ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura suposta omissão de Anderson Torres

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Ministras do STF Rosa Weber e Cármen Lúcia
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Ministras do STF Rosa Weber e Cármen Lúcia

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Alexandre de Moraes durante julgamento no STF sobre atos de 8 de janeiro
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Alexandre de Moraes durante julgamento no STF sobre atos de 8 de janeiro

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Sebastião Coelho é advogado de um dos réus por atos de 8/1
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Sebastião Coelho é advogado de um dos réus por atos de 8/1

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STF faz julgamento de réus pela invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro
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STF faz julgamento de réus pela invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro

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Alexandre de Moraes, ministro do STF
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Alexandre de Moraes, ministro do STF

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Nunes Marques durante julgamento no STF
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Nunes Marques durante julgamento no STF

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Desembargador aposentado Sebastião Coelho em julgamento no STF
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Desembargador aposentado Sebastião Coelho em julgamento no STF

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Alexandre de Moraes e André Mendonça discutiram durante julgamento
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Alexandre de Moraes e André Mendonça discutiram durante julgamento

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Ministro do STF Dias Toffoli
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Ministro do STF Dias Toffoli

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Ministros do STF durante julgamento de réus por ato golpista de 8 de janeiro
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Ministros do STF durante julgamento de réus por ato golpista de 8 de janeiro

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O ministro do STF lembrou que já foi secretário de Segurança Pública de São Paulo e, com a experiência adquirida no cargo, sabe que “se dois batalhões de choque com escudo grande estivessem presentes na Praça dos Três Poderes, nada disso teria acontecido”.

“Basta verificar que, após a depredação e a invasão golpista, quando finalmente chegaram [os policiais militares do choque], em 20 minutos a questão se solucionou. Então, houve omissão de autoridades. Várias estão presas, outras estão sendo investigadas e várias já [foram] denunciadas pelo Ministério Público”, enfatizou o relator.

Moraes disse que “não existe aqui liberdade de expressão para pedir volta do AI-5, intervenção militar”. “Isso é crime”.

“Fizeram domingo [8 de janeiro] porque encontraram maior facilidade no domingo, e a ideia era continuar nos prédios para inviabilizar o exercício dos Poderes e para que – com aquela primeira adesão lamentável que houve por parte de determinados oficiais da Polícia Militar – a polícia não retiraria. E, no momento em que – se houvesse a necessidade – o Exército fosse convocado, tentariam convencer o Exército a aderir a esse golpe de Estado”, declarou o relator.

Veja imagens da invasão ao Congresso Nacional em 8 de janeiro:

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Atos antidemocráticos do 8 de Janeiro
Manifestantes bolsonarista enfrentam a polícia, invadem e destroem o Congresso Nacional
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Atos antidemocráticos do 8 de Janeiro

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Manifestantes bolsonarista enfrentam a polícia, invadem e destroem o Congresso Nacional
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Manifestantes bolsonarista enfrentam a polícia, invadem e destroem o Congresso Nacional

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Bolsonaristas invadiram Congresso, STF e outros prédios públicos
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Bolsonaristas invadiram Congresso, STF e outros prédios públicos

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Ato terrorista de 8 de janeiro em Brasília
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Ato terrorista de 8 de janeiro em Brasília

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Manifestantes bolsonarista enfrentam a polícia, invadem e destroem o Congresso Nacional

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Manifestação golpista de 8 de janeiro
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Manifestação golpista de 8 de janeiro

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O ministro votou para condenar o réu Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro a ser julgado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Moraes explicou o contexto de crimes “multitudinários (relativos a multidão)”: “Não há necessidade de descrever os crimes de cada um. Os crimes são da turba”.

Segundo Moraes, “o que torna o crime multitudinário é o fato de, em virtude do numero de pessoas, não tem necessidade de descrever que sujeito A quebrou cadeira do ministro Alexandre, sujeito B quebrou cadeira do ministro Fachin, o sujeito C quebrou o armário do ministro Zanin.”

O relator enfatizou que “houve dolo, uma clara intenção da realização de invasão criminosa, no caso dos autos [do processo contra Aécio], do Congresso Nacional, para tomada ilícita de poder, pleiteando uma intervenção militar com a queda de um governo democraticamente eleito e, pra isso, utilizando-se de violência”.

Não há nada de pacífico nesses atos. São atos criminosos, atos antidemocráticos e que, realmente, estarreceram a sociedade brasileira

Alexandre de Moraes, ministro do STF

Ações em julgamento

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a julgar, nesta quarta-feira (13/9), quatro ações penais de acusados de participação nos atos de vandalismo de 8 de janeiro, que levaram à depredação dos prédios dos Três Poderes.

As primeiras pautas a serem analisadas são as penais abertas contra: Aécio Lúcio Costa Pereira (AP 1.060), Thiago de Assis Mathar (AP 1.502), Moacir José dos Santos (AP 1.505) e Matheus Lima de Carvalho Lázaro (AP 1.183).

A sessão desta quarta-feira começou com o caso de Aécio Lúcio e foi justamente durante o voto sobre esta ação que Moraes falou sobre a PMDF.

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