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Ministro do STJ anula inquérito que investiga juiz por venda de sentenças
Adenito Francisco Mariano Júnior foi afastado do cargo de juiz do TJGO durante investigações sobre suposto esquema de venda de sentenças
atualizado
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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto anulou o inquérito judicial que investigava suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo o juiz do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) Adenito Francisco Mariano Júnior (foto em destaque).
Em decisão monocrática expedida nessa quarta-feira (17/12), o ministro concedeu o habeas corpus à defesa de Adenito Francisco. Messod Azulay Neto anulou o inquérito judicial desde o início.
O magistrado constatou que o corregedor-geral de Justiça determinou a instauração do inquérito judicial contra o juiz de direito por iniciativa própria. Messod Azulay Neto enfatizou, na decisão, que as informações que indicavam possível prática de infração penal deveriam ser encaminhadas para a autoridade policial ou ao Ministério Público, órgãos constitucional e legalmente competentes para a realização de diligências investigatórias.
Segundo o ministro, o ato violou o princípio acusatório, a independência entre as instâncias, o dever de imparcialidade do órgão jurisdicional, o princípio da inércia da jurisdição e a titularidade da persecução penal, previstos na Constituição Federal e no Código de Processo Penal.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) chegou a pedir a prisão temporária do magistrado, do filho dele e de dois outros investigados. Em agosto de 2024, a desembargadora do TJGO Nelma Branco Ferreira Perilo determinou o afastamento do juiz e de dois assessores.
Advogados eram suspeitos de fraudarem documentos para que processos de interesse fossem distribuídos intencionalmente às comarcas onde atuou o magistrado, de forma que ele pudesse expedir liminares favoráveis em troca de dinheiro, de acordo com as investigações.
