
Grande AngularColunas

Mesmo sob protesto, condomínio desmonta parquinho na Asa Norte
Decisão do condomínio do Bloco D da 105 Norte de retirar o parquinho gerou revolta entre moradores que defendiam a manutenção do espaço
atualizado
Compartilhar notícia

O condomínio do Bloco D da 105 Norte desmontou o parquinho infantil nesta sexta-feira (28/2). Moradores do próprio edifício e de prédios vizinhos que eram contra a remoção tentaram uma saída negociada, depois que a assembleia do prédio aprovou o fim do espaço de lazer por 14 votos a favor e 11 contrários.
A justificativa para a retirada do parquinho era barulho e o uso do pilotis pelas crianças. Segundo um condômino que esteve na reunião, os moradores alegaram que as brincadeiras atrapalhavam o silêncio do prédio e geravam desconforto nos ocupantes dos primeiros andares.
Menos de dois dias depois da deliberação, homens começaram a desmontar a estrutura. De acordo com uma moradora que acompanhou a ação, a comunidade não foi ouvida. “Quando você fecha um parquinho, você transforma esse mundo num lugar pior para as crianças. Triste o que está acontecendo”, afirmou. Veja o vídeo:
As mães da quadra chegaram a organizar uma mobilização contra a remoção do parquinho. O grupo gostaria de discutir outras soluções com o condomínio, como o compartilhamento da manutenção e da limpeza com a comunidade, para que os custos não ficassem exclusivamente com o Bloco D.
Foi postado um abaixo-assinado digital para pressionar as autoridades para que a situação fosse reavaliada. O documento contava com 2,3 mil assinaturas, até as 16h desta sexta-feira (28/2).
Em nota ao Metrópoles, a administração do Plano Piloto explicou que a remoção de parques infantis deve ser encaminhada com abaixo-assinado, firmado pela maioria dos moradores da quadra residencial e não somente do bloco.
Ressaltou, ainda, que caso a solicitação seja requerida por meio do representante, prefeitura ou associação de moradores é necessário o envio da ata de assembleia deliberando acerca do tema, para elaboração de relatório de vistoria e análise da situação.
A reportagem tentou contato com o síndico do Bloco D, mas ele não quis se manifestar sobre o assunto.












