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Mesmo com fim do estado de calamidade, escolas do DF mantêm protocolos

A Secretaria de Saúde disse que os cuidados para evitar surtos de Covid-19 seguem vigentes, apesar de o governador ter revogado decreto

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Limpeza e descontaminação em escolas públicas do DF - Covid - Coronavirus
1 de 1 Limpeza e descontaminação em escolas públicas do DF - Covid - Coronavirus - Foto: Rafaela Felicciano/ Metrópoles

Diante do arrefecimento da pandemia no Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) revogou o decreto que declarou estado de calamidade pública na capital da República. Apesar de os números de mortes e internações devido à Covid-19 terem caído substancialmente, os protocolos de segurança sanitária precisam ser mantidos. Nas escolas públicas e privadas, por exemplo, alunos que tiverem com sintomas da doença ou diagnóstico positivo para coronavírus ainda devem respeitar o isolamento imposto pela Secretaria de Saúde.

Mesmo com a flexibilização, saiba como se proteger contra a Covid:

Mesmo com fim do estado de calamidade, escolas do DF mantêm protocolos - destaque galeria
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Segundo o Ministério da Saúde, para se proteger contra a doença, é necessário inserir na rotina cuidados básicos essenciais e continuar a evitar aglomerações
Além disso, a principal recomendação é estar com o ciclo vacinal completo. Caso ainda não tenha tomado alguma dose, por algum motivo, basta verificar o calendário de vacinação do seu estado e se encaminhar ao posto de saúde mais próximo para receber o imunizante
Apesar de a vacina não impedir que você se infecte, embora diminua a probabilidade de que isso aconteça, ela impedirá que você desenvolva quadro mais grave que possa evoluir para óbito
A preferência por espaços ventilados também ajuda a conter a propagação do vírus, uma vez que o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, permanece suspenso no ar em pequenas gotículas respiratórias
A utilização do álcool 70% também é indispensável. Por isso, tenha sempre um recipiente com o produto perto de você
Apesar da flexibilização das regras para impedir a proliferação da Covid-19 e da queda de casos registrados no Brasil, ainda não é hora de abrir mão dos cuidados para conter o vírus, principalmente com tantas variantes em circulação
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Apesar da flexibilização das regras para impedir a proliferação da Covid-19 e da queda de casos registrados no Brasil, ainda não é hora de abrir mão dos cuidados para conter o vírus, principalmente com tantas variantes em circulação

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Segundo o Ministério da Saúde, para se proteger contra a doença, é necessário inserir na rotina cuidados básicos essenciais e continuar a evitar aglomerações
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Segundo o Ministério da Saúde, para se proteger contra a doença, é necessário inserir na rotina cuidados básicos essenciais e continuar a evitar aglomerações

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Além disso, a principal recomendação é estar com o ciclo vacinal completo. Caso ainda não tenha tomado alguma dose, por algum motivo, basta verificar o calendário de vacinação do seu estado e se encaminhar ao posto de saúde mais próximo para receber o imunizante
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Além disso, a principal recomendação é estar com o ciclo vacinal completo. Caso ainda não tenha tomado alguma dose, por algum motivo, basta verificar o calendário de vacinação do seu estado e se encaminhar ao posto de saúde mais próximo para receber o imunizante

Gustavo Alcântara/Metrópoles
Apesar de a vacina não impedir que você se infecte, embora diminua a probabilidade de que isso aconteça, ela impedirá que você desenvolva quadro mais grave que possa evoluir para óbito
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Apesar de a vacina não impedir que você se infecte, embora diminua a probabilidade de que isso aconteça, ela impedirá que você desenvolva quadro mais grave que possa evoluir para óbito

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A preferência por espaços ventilados também ajuda a conter a propagação do vírus, uma vez que o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, permanece suspenso no ar em pequenas gotículas respiratórias
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A preferência por espaços ventilados também ajuda a conter a propagação do vírus, uma vez que o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, permanece suspenso no ar em pequenas gotículas respiratórias

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A utilização do álcool 70% também é indispensável. Por isso, tenha sempre um recipiente com o produto perto de você
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A utilização do álcool 70% também é indispensável. Por isso, tenha sempre um recipiente com o produto perto de você

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Também é importante evitar dividir objetos pessoais com outras pessoas, pois, segundo especialistas, há risco de contrair o vírus ao utilizar utensílios compartilhados, como batom e talheres, por exemplo. Caso seja imprescindível fazer a divisão, realize limpeza do objeto com água e sabão ou desinfetando com álcool 70%
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Também é importante evitar dividir objetos pessoais com outras pessoas, pois, segundo especialistas, há risco de contrair o vírus ao utilizar utensílios compartilhados, como batom e talheres, por exemplo. Caso seja imprescindível fazer a divisão, realize limpeza do objeto com água e sabão ou desinfetando com álcool 70%

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 Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o uso correto da máscara também é importante. Ter máscaras extras e guardar a que está utilizando em saco plástico após trocá-la é essencial
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Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o uso correto da máscara também é importante. Ter máscaras extras e guardar a que está utilizando em saco plástico após trocá-la é essencial

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Caso vá viajar, além de ter tomado todas as doses do imunizante e levar consigo o cartão de vacinação, a Fiocruz recomenda a realização de teste 2 ou 3 dias antes do passeio
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Caso vá viajar, além de ter tomado todas as doses do imunizante e levar consigo o cartão de vacinação, a Fiocruz recomenda a realização de teste 2 ou 3 dias antes do passeio

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Para se proteger durante percurso em metrô, ônibus ou avião, mantenha as mãos higienizadas com água e sabão, quando possível, ou utilize álcool em gel. Não esqueça da máscara com boa vedação. A PFF2 é a mais indicada
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Para se proteger durante percurso em metrô, ônibus ou avião, mantenha as mãos higienizadas com água e sabão, quando possível, ou utilize álcool em gel. Não esqueça da máscara com boa vedação. A PFF2 é a mais indicada

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Caso apresente algum sintoma da Covid-19, tenha tido contato nos últimos 14 dias com alguém infectado ou em caso de diagnóstico positivo, não encontre outras pessoas. Fique em casa e cuide-se! Essa atitude é importante para garantir a saúde de todos
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Caso apresente algum sintoma da Covid-19, tenha tido contato nos últimos 14 dias com alguém infectado ou em caso de diagnóstico positivo, não encontre outras pessoas. Fique em casa e cuide-se! Essa atitude é importante para garantir a saúde de todos

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O decreto foi revogado em 10 de maio. Porém, essa medida não suspendeu as notas técnicas que estabelecem a necessidade de afastamento dos estudantes com Covid, a fim de evitar surtos da doença nas escolas.

Segundo as normas vigentes, a criança ou adolescente com confirmação de Covid por meio de teste rápido, RT-PCR ou diagnóstico clínico deve ficar em isolamento por sete dias após o início dos sintomas, desde que nas últimas 24 horas não tenha apresentado febre sem o uso de antitérmicos.

Se após o prazo de sete dias o aluno continuar com sintomas, o isolamento deve ser estendido até o 10º dia, desde que, nas 24 horas anteriores, ele não tenha tido febre (sem uso de medicamentos) ou outros sinais da doença.

Covid: transmissão chega a 1,34 e DF se aproxima dos 700 mil casos

E no caso dos testes negativos?

No caso dos indivíduos que apresentem síndrome gripal, mas que tenham tido exame com resultado negativo, a orientação da Secretaria de Saúde é de isolamento de sete dias após o início dos sintomas. Segundo a pasta, essa medida é necessária pela possibilidade de resultado falso negativo ou de infecção por Influenza, cujo período de transmissão é de um dia antes dos sintomas e de até sete dias após.

Segundo a Educação, a é Secretaria de Saúde local que tem o poder de revogar ou não esta norma. Procurada, a pasta informou que segue as recomendações do Ministério da Saúde (MS) e que, no momento, não há previsão de alteração nas regras.

Durante 2020 e 2021, o protocolo da pasta federal era de 14 dias de afastamento das atividades. Em janeiro deste ano, o ministério anunciou a redução deste intervalo — que passou a ser de 7 dias, desde que não apresente sintomas respiratórios e febre há pelo menos um dia, e sem o uso de remédios.

Segundo o órgão, aqueles que forem testados a partir do quinto dia e tiverem resultado negativo poderão sair do isolamento, antes do prazo, desde que não apresente sintomas por 24h. Se o resultado for positivo, é necessário permanecer em isolamento por 10 dias, a contar do início dos sintomas.

Para aqueles que, no sétimo dia, ainda apresentem sintomas, é obrigatória a realização de nova testagem. Caso o resultado seja negativo, a pessoa deverá aguardar 24 horas sem sintomas para sair do isolamento. Com o diagnóstico positivo, deverá ser mantido o isolamento por pelo menos 10 dias, contados a partir do início dos sintomas, sendo liberado do isolamento desde que não apresente mais sinais da doença há pelo menos 24h.

Explicações

Segundo especialistas, o protocolo de afastamento é algo comum entre doenças infecciosas e não tem relação com o status da pandemia. A infectologista Ana Helena Germóglio explica que as normas evitam disseminação maior da doença.

“Outras doenças têm um protocolo parecido. Por exemplo, gripe, conjuntivite, catapora. Essa orientação não tem base na pandemia em si. Ela pode ser modificada caso os estudos cheguem a outras conclusões diferentes das que temos hoje”, ressalta Ana.

O médico infectologista Hemerson Luz afirma que o período de afastamento é baseado no intervalo de transmissão do vírus, e que, por isso, deve ser seguido à risca. “A regra é baseada na manifestação clínica. As pessoas começam a transmitir cerca de dois dias antes de manifestação dos sintomas e permanecem assim durante uma semana até 10 dias. Por isso, é importante que os assintomáticos testem novamente apenas a partir de alguns dias do primeiro diagnóstico, e que os sintomáticos fiquem os 10 dias afastados.”

Taxa de transmissão em alta

A taxa de transmissão da Covid-19 chegou a 1,34 no Distrito Federal na segunda-feira (15/5), a mais alta do ano. A atualização indica que um grupo de 100 pessoas pode infectar outras 134. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando o número está acima de 1, significa que a pandemia está avançando.

Na terça (17/5), a taxa diminuiu um pouco e bateu 1,33.

Com a atualização, o DF se aproxima dos 700 mil casos da doença confirmados desde o início da crise sanitária. Durante o fim de semana, foram registrados 768 casos e duas mortes em decorrência da doença – um paciente tinha entre 60 e 69 anos, e o outro, 80 ou mais. Desde o início da crise sanitária, a capital federal teve 699.575 infecções e 11.672 óbitos.

Segundo especialistas, a taxa de transmissão representa a situação pandêmica dos 15 dias anteriores, e o impacto disso seria sentido nos atuais casos e mortes pela doença. A taxa de transmissão é calculada a partir da média móvel de casos confirmados, por data de início de sintomas de todos os casos confirmados no Distrito Federal, desde 29/2/2020 até 9/5/2022.

“Vacinei, mas peguei Covid”: saiba por que vacinados podem se infectar

Mesmo com fim do estado de calamidade, escolas do DF mantêm protocolos - destaque galeria
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos
Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde
Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária
A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe
Mesmo em países com alta taxa de imunização, o número de vacinados infectados pela Covid está crescendo. Apesar de o que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam
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Mesmo em países com alta taxa de imunização, o número de vacinados infectados pela Covid está crescendo. Apesar de o que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção

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Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos
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Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos

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Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde
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Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde

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Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária
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Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária

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A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe
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A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe

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O atual aumento nos diagnósticos positivos podem ser explicados por aglomerações causadas nas festas de fim de ano, aniversários, feriados prolongados, etc.
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O atual aumento nos diagnósticos positivos podem ser explicados por aglomerações causadas nas festas de fim de ano, aniversários, feriados prolongados, etc.

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No entanto, é clara a desaceleração das mortes em todo o mundo, o que reforça a importância da vacinação, principalmente em um cenário de circulação da Ômicron
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No entanto, é clara a desaceleração das mortes em todo o mundo, o que reforça a importância da vacinação, principalmente em um cenário de circulação da Ômicron

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