
Grande AngularColunas

Lula sanciona autorização para nomear 2 mil policiais do DF e reajustar salários
O PLN nº 31/2025 foi sancionado e publicado no Diário Oficial da União (DOU), na tarde desta segunda-feira (1º/12)
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou o projeto de lei que autoriza a nomeação de 700 policiais civis, 1.284 policiais militares e 89 bombeiros do Distrito Federal, além de reajuste salarial de até 28,40%.
O PLN nº 31/2025 foi sancionado e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na tarde desta segunda-feira (1º/12).
Dez meses após o GDF enviar ao Governo Federal o pedido de recomposição das remunerações dos policiais civis, militares e bombeiros do DF, o presidente Lula assinou a autorização.
Como as corporações da capital federal são custeadas pela União, todo reajuste salarial precisa de autorização do GDF, Governo Federal e Congresso Nacional.
Reajuste salarial
Para policiais e bombeiros militares, o acordo entre Governo Federal e as categorias prevê reajuste que varia entre 19,60% e 28,40%, considerando o valor final acumulado. A recomposição salarial deve ser paga em duas parcelas.
Já em relação à Polícia Civil do DF (PCDF), o aumento será de até 27,27%. Ao final do pagamento do reajuste, em janeiro de 2026, o salário de delegado e perito de classe especial chegará a R$ 38.872,66.
A PCDF reivindicou paridade salarial com a Polícia Federal. O Governo Federal negou a solicitação, mas garantiu aumento de até 28,40%.
A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF), Cláudia Alcântara, disse que “esta é uma vitória construída com muito diálogo e insistência”. “Agradecemos especialmente aos parlamentares da bancada do DF, que compreenderam a importância desse avanço para a segurança pública e para a valorização dos nossos policiais”, afirmou.
O relator do PLN nº 31, senador Izalci Lucas (PL), ressaltou que os percentuais acordados com o Governo Federal são menores que o proposto pelo GDF e não garante a equiparação com a PF. “Depois de muita luta conquistamos parcialmente o reajuste, menor do que o proposto pelo GDF, que era a equiparação com a Polícia Federal, que sempre teve essa paridade. Perdemos no governo de Rodrigo Rollemberg e ainda não recuperamos. Lembrando que o GDF mandou em fevereiro, mas não teve nenhuma articulação com o Planalto para encaminhar urgente a matéria para o Congresso”, disse o senador.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) esteve presente na cerimônia de assinatura dos atos, no Palácio do Planalto. “Hoje, finalmente, aquilo que cabia à esfera federal está concluído. Desde o início, lutei para destravar essa pauta, articulando a criação dos Fóruns de Diálogo e garantindo que as categorias tivessem voz nas negociações com o Governo Federal e o GDF. Foi a partir desse espaço que conseguimos construir um acordo viável, responsável e reconhecido pelas corporações, mesmo com algumas figuras políticas locais tentando tumultuar o processo em diferentes momentos”, afirmou.




