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Laboratórios privados do DF querem vacinar 4 mil profissionais contra Covid-19

Sindicato tenta incluir no plano de imunização do DF trabalhadores que fazem coleta e análise dos testes para detecção do novo coronavírus

atualizado 25/01/2021 15:53

Tenda de drive-thru para teste de Covid-19Hugo Barreto/Metrópoles

Os laboratórios que fazem testes para detecção da Covid-19 querem garantir que aproximadamente 4 mil profissionais sejam incluídos no plano de vacinação do Distrito Federal.

“Entendemos que é preciso vacinar profissionais responsáveis pelos diagnósticos. Eles manipulam amostras contaminadas e têm contado diretamente com o coronavírus”, disse o presidente do Sindicato dos Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Distrito Federal (Sindilab-DF), Alexandre Bitencourt.

A lista de trabalhadores considerados de risco pela categoria inclui quem faz coleta e análise das amostras biológicas para os exames da Covid-19, e colaboradores da limpeza.

Um levantamento do sindicato apontou que o setor privado é responsável por 40% dos testes para detecção do coronavírus realizados na capital federal. Entre março e dezembro de 2020, foram feitos mais de 3 milhões de exames em 172 empresas e 282 unidades de atendimento espalhadas pelo DF. A média diária é de 10 mil.

O Sindilab-DF solicitou, nesta segunda-feira (25/1), uma reunião com o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, para tratar da reivindicação da categoria.

“Queremos ser ouvidos, saber quando vamos participar do cronograma, qual será a data da vacinação e se tem vacina ou não. A gente não quer cometer injustiça de requerer direito de imunização sem ter vacina disponível. Mas, se tiver, que sejamos lembrados – somos do grupo de risco etapa um”, afirmou o sindicalista.

Rede pública

Servidores do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) também querem ser vacinados. É no Lacen-DF que são processados os testes para detecção do coronavírus na rede pública. Em 2020, foram analisados 166.722 exames RT-PCR, dos quais 55.479 deram positivo para Covid-19, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Em memorando enviado à Secretaria de Saúde, obtido pelo Metrópoles, o Lacen pede que, “de modo a garantir a imunização dos servidores envolvidos nas atividades com alto grau de exposição biológica, solicitamos gentilmente que sejam incluídos os servidores desta instituição no plano de vacinação contra a Covid-19 em andamento”.

A Secretaria de Saúde do DF tem seguido o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, do Ministério da Saúde. Por enquanto, estão recebendo as doses do imunizante apenas profissionais da saúde pública e privada que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, pessoas acima de 60 anos que moram em instituições, portadores de deficiência com mais de 18 anos institucionalizados e indígenas.

A Comissão de Vacinação de Saúde vai decidir quem receberá as 41,5 mil doses da vacina de Oxford que chegaram na capital federal, no último domingo (24/1). O colegiado se reúne nesta segunda-feira e a expectativa é de que servidores do Lacen-DF sejam contemplados.

O outro lado

A Secretaria de Saúde informou, por meio de nota, que a vacinação no DF segue os protocolos, fases e grupos prioritários do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, as informações sobre a reunião que vai decidir o destino das doses da vacina de Oxford serão divulgadas no fim do dia, após publicação da circular com deliberações do Comitê de Vacinação.

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