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Grande Angular

Justiça mantém prisão de advogado que atropelou mulher no Lago Sul e autoriza perícia de vídeos

Paulo Ricardo Moraes Milhomem atropelou Tatiana Matsunaga após uma briga de trânsito, no fim de agosto. A vítima permanece internada

Isadora Teixeira01/10/2021 12:46, atualizado 01/10/2021 13:24
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Reprodução
Foto 3x4 de homem branco, de cabelos pretos, usando terno e gravata pretos, além de camisa branca

O Tribunal do Júri de Brasília negou, nesta sexta-feira (1º/10), mais um pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva do advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem, que foi detido após atropelar a servidora pública e advogada Tatiana Matsunaga, no fim de agosto deste ano. É a sexta vez que a Justiça decide manter Milhomem preso.

Na decisão expedida nesta manhã, o juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel autorizou a realização de perícia em vídeos que mostram o atropelamento. A análise será feita pelo Instituto de Criminalística, da Polícia Civil do DF (PCDF). O pedido para realização de perícia técnica foi feito pela defesa do réu, acusado de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.

Justiça mantém prisão de advogado que atropelou mulher no Lago Sul e autoriza perícia de vídeos - destaque galeria
5 imagens
Tatiana saiu do carro para falar com Paulo Ricardo
Segundos depois de pegar um objeto no próprio carro, ela foi atropelada
Marido e filho da vítima presenciaram a cena
Em seguida, Paulo Ricardo deixou o local do crime
Motoristas discutiram antes de atropelamento
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Motoristas discutiram antes de atropelamento

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Tatiana saiu do carro para falar com Paulo Ricardo
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Tatiana saiu do carro para falar com Paulo Ricardo

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Segundos depois de pegar um objeto no próprio carro, ela foi atropelada
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Segundos depois de pegar um objeto no próprio carro, ela foi atropelada

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Marido e filho da vítima presenciaram a cena
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Marido e filho da vítima presenciaram a cena

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Em seguida, Paulo Ricardo deixou o local do crime
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Em seguida, Paulo Ricardo deixou o local do crime

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Os advogados de Milhomem alegam que a análise das imagens pode “demonstrar a prova de que a vítima foi quem se deslocou para evitar a saída do veículo do defendente [Paulo Ricardo Moraes Milhomem], visando afastar, definitivamente, alegoria de que o motorista acusado tentou ao menos lesionar Tatiana Matsunaga”.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) chamou de “absurda” a defesa do réu, ao considerar que há uma tentativa de “culpar” Tatiana pelo atropelamento. “A tese de culpa exclusiva da vítima é contrariada pelas imagens dos fatos, que demonstram que a vítima foi perseguida e encurralada na porta de sua casa, momento em que o acusado deliberadamente a atropelou”, pontua o órgão.

Veja a filmagem:

Prisão

Ao analisar o pedido de revogação da prisão preventiva, o juiz disse que o afastamento do advogado da sociedade “tem por objetivo a preservação da ordem pública”.

“O afastamento cautelar do réu da sociedade se mostra apto para alcançar tal objetivo, visto que a gravidade em concreto do fato praticado, demonstrado pelo modus operandi na prática do delito, demonstra que a liberdade do acusado expõe risco à garantia da ordem pública. Dessa forma, a medida se mostra adequada”, escreveu o magistrado.

Maciel também negou o pedido da defesa de Milhomem contra a denúncia do MPDFT, a fim de desclassificar e afastar a qualificadora do crime de tentativa de homicídio.

“Para tais reconhecimentos, seria necessário que a inocorrência das qualificadoras e do crime doloso contra a vida fosse patente e gritante aos olhos, o que não ocorre no caso em tela. Os indícios, até então levantados, são da ocorrência de tentativa de homicídio, que, obviamente, será melhor avaliada após a instrução criminal”, assinalou.

Milhomem está preso desde 25 de agosto, quando atropelou Tatiana, no Lago Sul, na frente do marido e do filho dela, de 8 anos. O advogado teve o registro na OAB-DF suspenso por 90 dias, em razão do atropelamento.

Desde que foi atingida pelo carro dirigido pelo advogado, Tatiana está internada em um hospital particular, em estado grave.

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