Justiça mantém ação penal contra Paulo Octávio e ex-deputado distrital
O MPDFT denunciou o ex-vice-governador do DF Paulo Octávio por corrupção ativa e o ex-deputado Washington Mesquita por corrupção passiva

A Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Taguatinga ratificou o recebimento da denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e manteve a ação penal contra o ex-vice-governador Paulo Octávio e o ex-deputado distrital Washington Mesquita. Eles são acusados, respectivamente, de corrupção ativa e corrupção passiva, no âmbito da Operação Átrio.
Segundo a acusação, Mesquita teria recebido vantagem indevida em troca de “facilitações” em processos administrativos de interesse de Paulo Octávio na Administração Regional de Taguatinga. Em troca, o ex-parlamentar teria recebido benfeitorias em seu apartamento, em Águas Claras, a mando do ex-vice-governador.
O MPDFT apontou que Mesquita indicava o administrador de Taguatinga, que supostamente facilitava e acelerava emissões de alvarás e outros documentos públicos de interesse de Paulo Octávio, incluindo os papéis para a construção do Shopping JK e de outros empreendimentos imobiliários.

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Ver todasOs advogados de Paulo Octávio pediram a declaração de extinção de punibilidade por prescrição, tendo em vista o período de oito anos entre os fatos e o recebimento da denúncia. A defesa do ex-vice-governador solicitou a absolvição sumária, alegando que “o fato narrado evidentemente não constitui crime”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA defesa de Washington Mesquita também argumentou que “o fato narrado evidentemente não constitui crime”.
O juiz Paulo Afonso Correia Lima Siqueira rejeitou os pedidos das defesas e ratificou o recebimento da denúncia do MPDFT, em decisão publicada no último dia 30 de julho.
“Deveras, diversamente do que alega as teses defensivas, é de se ver que a denúncia lastreou-se precisamente nos elementos que indicam a existência da justa causa penal, haja vista a demonstração da materialidade delitiva do crime, bem como dos indícios suficientes de autorias, necessários à deflagração da ação penal”, escreveu o magistrado.
O outro lado
A coluna entrou em contato com a defesa de Paulo Octávio e aguarda retorno. A reportagem não conseguiu falar com a defesa de Washington Mesquita. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.





