Observadora do cenário político do DF, lança luz nos bastidores do poder na capital.

Justiça dá 24h para Luis Miranda informar onde está Porsche alvo de disputa

Suposta vendedora afirma que o parlamentar do DEM pelo Distrito Federal não pagou o valor acordado pelo veículo de luxo. Decisão é do TJDFT

atualizado 24/10/2020 10:23

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deu prazo de 24 horas para o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) informar onde está um Porsche Cayenne, modelo 2011, alvo de ação judicial. Em agosto, a mesma Corte ordenou a busca e apreensão do veículo de luxo, mas o automóvel não foi localizado. O órgão estipulou multa diária de R$ 200 em caso de descumprimento da determinação de informar o paradeiro do carro.

A decisão do juiz Júlio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília, expedida nessa sexta-feira (23/10), atende a pedido da suposta vendedora do veículo. Ela afirma nos autos que o parlamentar não pagou pelo Porsche.

Ao ordenar a busca e apreensão do carro de luxo, o magistrado levou em conta as polêmicas protagonizadas em negócios malsucedidos encabeçados pelo democrata, como a determinação de leiloar uma casa do congressista localizada no Guará para quitar acordo comercial envolvendo a compra de outro veículo importado – uma BMW.

“Em razão do histórico do demandado em não honrar obrigações reconhecidas pela Justiça, é caso de concessão da tutela para restrição de Renajud e busca e apreensão do veículo objeto da lide, pois há risco de ineficácia do provimento com a demora da citação ou risco de dilapidação patrimonial ou alienação do bem terceiro de boa-fé”, assinalou o juiz na decisão.

Miranda nega a dívida. Ele acionou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A assessoria de imprensa do político informou, à época, que o parlamentar “é vítima de uma tentativa de estelionato”. “Todas as provas, que incluem o documento de transferência e os comprovantes de pagamento, foram entregues às autoridades policiais”, pontuou.

Após nova decisão do TJDFT, o próprio parlamentar declarou à coluna: “É inacreditável que eu tenha de abrir mão de um carro que comprovadamente foi pago e depois transferido a mim por quem agora utiliza a Justiça como instrumento de sua má-fé. Acionei a polícia, e a autora utilizou o direito de ficar calada. Expus todas as conversas via WhatsApp durante a negociação da compra. É clara a tentativa de obter vantagem financeira de forma indevida. Apresentaremos recurso, e espero que as investigações corram com celeridade, pois já é óbvio o verdadeiro objetivo da ação”.

Últimas notícias