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Juíza nega pedido de Flávio para que secretária do PT apague vídeo
Juíza negou pedido de Flávio para que vídeo postado por secretária do PT fosse apagado com urgência. Magistrada ainda analisará o mérito
atualizado
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A juíza Gabriela Jardon, da 6ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que uma secretária do Partido dos Trabalhadores (PT) fosse obrigada a apagar um vídeo sobre ele. A decisão liminar foi publicada na quinta-feira (21/5). O mérito do caso ainda será analisado.
No vídeo publicado pela secretária, o senador aparece e uma narração diz que ele “é o filho número 01 do ex-presidente da República Jair Bolsonaro porque…” e relaciona o político a casos de rachadinha e corrupção. Flávio entrou na Justiça contra o conteúdo.
Ao analisar o pedido, a juíza afirmou que é preciso ouvir a outra parte antes de tomar uma decisão. Além disso, frisou que o vídeo é uma suposição.
“Deixa-se claro estar se partindo de uma suposição quando é utilizada expressamente a locução ‘deve ser’ (“Sabe por que Flávio Bolsonaro é conhecido como zero um? Deve ser porque ele é número 1 do…”), ou seja, não há uma afirmação categórica, mas um achismo que é divulgado, ao menos gramática e semanticamente, em termos apenas de achismo de fato”, escreveu.
A magistrada ainda disse que Flávio Bolsonaro é pessoa “hiperpública” e, por isso, “a proteção dos direitos da personalidade de pessoas públicas é reduzida, aceitando-se a lesão até um limite muito mais alargado do que o que se aceitaria em relação a uma pessoa não pública”.
Segundo a juíza, “o Estado Democrático de Direito brasileiro somente muito excepcionalmente convive com a censura. A regra, amplíssima, é a da possibilidade de livre expressão, mesmo as mais ácidas, as mais zombeteiras, as de gosto duvidoso e até as abjetas”.
O pedido liminar de Flávio Bolsonaro foi negado e as partes devem ser ouvidas no processo para que a magistrada tome uma nova decisão.