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Jean Wyllys pede suspeição de Nunes Marques em caso de post sobre Flávio

Petição apresentada ao TSE questiona atuação do ministro em ação sobre publicação de Wyllys que associava Flávio ao Banco Master

Divulgação
Jean Wyllys pede suspeição de Nunes Marques em caso de post sobre Flávio

O candidato a deputado federal pelo PT no Rio de Janeiro Jean Wyllys pediu, nesta quarta-feira (30/9), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o afastamento do ministro Kassio Nunes Marques da ação que trata de uma publicação feita por ele sobre Flávio Bolsonaro e o Banco Master. O conteúdo foi retirado por determinação do ministro em 28 de setembro.

O post, publicado no Instagram, mostrava uma capa de revista que associava Flávio Bolsonaro a uma suposta “iminente prisão por roubo no escândalo Master”. O PL apresentou uma representação eleitoral contra Wyllys e contestou o conteúdo.

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Em 28 de setembro, Nunes Marques determinou a remoção da publicação em 24 horas e proibiu sua republicação ou difusão, sob pena de multa. A ordem também alcançou reproduções do conteúdo com alterações destinadas a dificultar sua identificação.

A defesa sustenta que Nunes Marques não deveria atuar no caso porque, em 15 de setembro, ele se afastou de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao Banco Master.

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Na ocasião, o ministro afirmou que o caso poderia ter repercussão político-eleitoral e, como presidente do TSE, declarou que não se sentia confortável para participar do julgamento. Segundo ele, sua missão era “assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026”.

Para os advogados, a justificativa apresentada no STF também se aplica à ação eleitoral. Eles argumentam que, enquanto naquele julgamento o caso poderia ter impacto nas eleições, no TSE a discussão envolve diretamente uma publicação sobre o Banco Master durante a campanha.

A defesa requer que Nunes Marques seja afastado da análise do caso e que a liminar de 28 de setembro perca seus efeitos. Se o ministro não reconhecer a suspeição, os advogados pedem que o pedido seja levado ao plenário do TSE.

No pedido final, os advogados querem que o afastamento seja considerado desde 15 de setembro e que o tribunal invalide as decisões tomadas por Nunes Marques desde essa data.