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Iran Bessa, pai do desembargador Leonardo Bessa, morre aos 85 anos
Iran da Costa Bessa era médico e pioneiro de Brasília. Ele veio para a capital do país em 1964 e faleceu nessa quarta-feira (22/11)
atualizado
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Faleceu, nessa quarta-feira (22/11), aos 85 anos, Iran da Costa Bessa (à esquerda na foto). Médico e pioneiro de Brasília, Iran era pai de Leonardo Roscoe Bessa, desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O médico era muito dedicado à família e ao trabalho. E apaixonado por Brasília.
“O maior prazer do meu pai era trabalhar, curar, ouvir calmamente a história dos pacientes. Acreditava muito no exame clínico. Sempre afirmava: ‘A clínica é soberana’. Trabalhou até não conseguir mais, no início de 2023, o que trouxe tristeza e permitiu a evolução do Parkison e infecções recorrentes”, relata Leonardo Besssa.
Nascido em São Paulo, Iran formou-se em medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Logo após a graduação e especialização em neurocirurgia, veio para a capital federal, em 1964.
Ainda quando era estudante, Iran conheceu o amor de sua vida — Liliana Roscoe Bessa. Os dois se casaram em novembro de 1965 em Belo Horizonte e, desde então, nunca se separaram. No total, o casal teve quatro filhos, todos nascidos em Brasília.
São eles: as gêmeas Juliane e Cristiane, Leonardo Roscoe Bessa e Daniela Roscoe Bessa. “Adorava e era muito dedicado aos 11 netos”, contou o desembargador.
Amor por Brasília e pela profissão
Durante os anos de carreira, Iran salvou muitas vidas. Ele realizou diversas cirurgias de emergência decorrente de acidentes de carro e moto.
“Exercia a medicina com alegria, dedicação, humanismo. Não tinha hora para cuidar dos seus pacientes. Fez muitos plantões noturnos no Hospital de Base e em hospitais particulares. Estava sempre disposto quando o propósito era curar pessoas”, afirma Leonardo Bessa.
Em 1967, Iran fundou o Instituto de Neurologia e Eletroencefalografia de Brasília, com mais três sócios, todos da área de neurologia.
Ainda segundo o filho, Iran era apaixonado por Brasília. “Apaixonou-se pela cidade. Acompanhou seu crescimento. Gostava de andar de carro apenas para apreciar os monumentos e as paisagens de Brasília. Torcia para todos os times daqui. Ia aos jogos, levava os netos. Tinha uma cultura e memória impressionante”, completa.
Velório
O velório de Iran está marcado esta sexta-feira (24/11) às 7h no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, na capela 10. O sepultamento será às 9h30.










