Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Interventor diz a deputado que federalização das polícias do DF não está em discussão

O interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, conversou com o deputado distrital Fábio Felix nesta sexta-feira

20/01/2023 11:39, atualizado 20/01/2023 16:28
Reprodução
Fotografia colorida de dois homens de terno sentados em sofá, frente a frente

O interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, disse ao deputado distrital Fábio Felix (PSol) que a federalização das polícias do DF e o fim do Fundo Constitucional (FCDF) “não estão em discussão”.

Cappelli afirmou à coluna Grande Angular que a pauta do momento, liderada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, é “a possibilidade de criação de uma Guarda Nacional”, cujo objetivo seria proteger os Poderes. É uma resposta aos atos de invasão e depredação do Congresso, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

Cappelli e Felix reuniram-se na manhã desta sexta-feira (20/1). O parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, externou ao interventor preocupação com a possibilidade de tirar o comando das forças de segurança distritais do Governo do Distrito Federal (GDF).

Atualmente, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do DF são custeados com recursos da União, enviados para gestão do Executivo local por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Este ano, o orçamento do FCDF é de R$ 23 bilhões. Esses recursos também pagam parte da saúde e da educação da capital da República, porque o DF abriga as sedes dos Três Poderes e embaixadas de outros países.

O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição para federalizar a segurança pública da capital do país, após a invasão e a depredação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Porém, para começar a tramitar, o projeto precisa do apoio de um terço dos integrantes do Senado — ou seja, 27 assinaturas.