Glauber quer afastar PM que pediu nomes de comerciantes de esquerda no RJ
Deputado Glauber Braga (PSol-RJ) aciona a Corregedoria da PM e pede à Polícia Federal a abertura de inquérito sobre o caso

O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) pediu, na terça-feira (27/10), o afastamento cautelar de um policial militar do Rio de Janeiro que solicitou informações sobre comerciantes de Nova Friburgo (RJ) que se posicionaram publicamente como eleitores de esquerda. O parlamentar apresentou uma representação à Corregedoria da Polícia Militar e pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar o caso.
Em vídeo publicado no Instagram, o policial, identificado como Pedro Santa Rita, pede que moradores indiquem estabelecimentos comerciais cujos proprietários tenham manifestado publicamente posições de esquerda. Ele orienta que as informações sejam enviadas por mensagem privada e afirma que quer receber apenas indicações confirmadas.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasNa representação, Glauber argumenta que a iniciativa pode intimidar comerciantes por suas convicções políticas. O deputado pede que a Corregedoria verifique se o policial consultou bancos de dados da corporação para obter informações sobre pessoas ou estabelecimentos.
À Polícia Federal, o parlamentar solicitou a abertura de inquérito, a preservação de registros da publicação e das mensagens recebidas pelo perfil, além da identificação de possíveis pessoas afetadas. A representação aponta suspeitas de crimes, cuja eventual ocorrência deverá ser apurada.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularGlauber também pede que o policial esclareça a finalidade do levantamento e o destino das informações recebidas. O deputado solicita ainda o afastamento do policial do policiamento ostensivo e das escalas do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) durante a apuração, sob o argumento de que a medida protegeria os comerciantes potencialmente visados e evitaria interferências na investigação.
“O efeito intimidatório sobre os cidadãos visados é imediato e independe de qualquer ato posterior”, escreveu o parlamentar.


