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Ex-PM foi alvo de operação após família de presidente da CLDF denunciar perseguição
A Justiça determinou ao ex-PM uso de tornozeleira e o proibiu de se aproximar da vítima. PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão
atualizado
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Expulso da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Carlos Victor Fernandes Vitório, conhecido como “Cabo Vitório”, foi alvo da Operação Victus, nesta sexta-feira (17/10), por perseguição e crime contra a honra da família do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB).
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra Cabo Vitório. A Justiça também determinou ao ex-PM uso de tornozeleira e o proibiu de se aproximar da vítima, em raio de 500 metros.
As medidas cautelares foram autorizadas em processo iniciado com a denúncia da família de Wellington Luiz. À coluna, o presidente da CLDF disse que Cabo Vitório foi até a casa onde ele reside com a esposa, Kilze Beatriz, e fez imagens do portão, além de levantar um drone para captar informações da residência, o que assustou a família.
“A gente acabou tomando providencias em razão dos riscos aos quais ele estava submetendo a nossa família”, afirmou à coluna.
A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) informou que “os ataques tiveram início com a exposição de dados pessoais e profissionais da vítima, evoluindo para a investigação de sua vida familiar e culminando em ações presenciais, incluindo incursão à residência da vítima e captação não autorizada de imagens do interior do imóvel por meio de drone”.
“O suspeito chegou a divulgar o endereço residencial completo da vítima, acompanhado de imagens detalhadas da propriedade”, informou a DRCC.
Segundo as investigações, Cabo Vitório tem “extenso histórico criminal, com dezenas de ocorrências relacionadas a crimes contra a honra, evidenciando padrão sistemático de condutas criminosas direcionadas principalmente a autoridades e figuras políticas”.
Cabo Vitório se apresenta como jornalista e blogueiro e mantém atividade intensa nas redes sociais, com aproximadamente 50 mil seguidores.
A reportagem tenta contato com o ex-PM. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.




