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Endeal, empresa do Paraná, vence licitação para construir Hospital Oncológico no DF

A companhia apresentou o menor preço global, no valor de R$ 99.965.265,47. No total, 11 construtoras disputavam o contrato da obra pública

atualizado 11/12/2020 22:15

Placa da obra do Hospital Oncológico de BrasíliaDivulgação/Secretária de Saúde

Com sede em Curitiba (PR), a empresa Endeal Engenharia e Construções Ltda. venceu a concorrência para a construção do Hospital Oncológico de Brasília. A empresa ofereceu o menor preço global, no valor de R$ 99.965.265,47. O resultado da licitação foi divulgado na tarde desta sexta-feira (11/12).

A unidade médica será construída em um terreno de 40 mil metros quadrados, ao lado do Hospital da Criança de Brasília, no Setor Noroeste. De acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF), para se concretizar como vencedora, a empreiteira terá de apresentar toda a documentação exigida no edital. O cronograma de execução da obra só será definido após a conclusão das etapas de validação da empresa.

No total, 11 construtoras participaram da disputa pelo contrato milionário. Como mostrou a Grande Angular, um dia antes da data marcada para a abertura das propostas, o Consórcio Honco, que foi desabilitado, entrou com recurso no intuito de barrar o andamento da licitação.

O Consórcio Honco, formado pela Construtora LDN e a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários, foi desabilitado porque não apresentou declaração de subcontratação compulsória, documento que detalha quantidades, preços unitários e valor total dos serviços que serão subcontratados. A desclassificação ocorreu após a Endeal Engenharia e Construções e a Via Engenharia entrarem com recurso administrativo contra o consórcio.

Sob a justificativa de que a Via Engenharia teria sido beneficiada por alterações nas regras da disputa, o grupo de Paulo Octávio pediu a anulação do processo. O recurso foi apresentado à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 18 de novembro.

O motivo da discórdia entre a Paulo Octávio e a Via são as duas versões do edital de licitação do Hospital Oncológico de Brasília. O segundo documento retirou a obrigação de que as interessadas demonstrassem experiência em edificação qualificada, como hospital ou estabelecimento assistencial de saúde. De acordo com as especificações contidas no primeiro edital, a empresa teria de comprovar já ter construído área mínima de 15,5 mil metros quadrados, incluindo centro cirúrgico, unidade de internação e salas de imaginologia.

A Novacap justificou à coluna Grande Angular que a decisão de suprimir o requisito objeto da reclamação do consórcio de Paulo Octávio levou em conta “inúmeros questionamentos” de empresas do ramo da engenharia, segundo as quais as exigências de capacidade técnica restringiam a participação de mais organizações.

Ao todo, seis empresas avançaram até a etapa final e apresentaram propostas. O valor ofertado pela Via Engenharia foi R$ 114.983.674,70 — quase R$ 15 milhões acima do preço da Endeal. A construtora foi alvo de denúncias de corrupção envolvendo a construção do Estádio Mané Garrincha e hoje se encontra em recuperação judicial.

O Consórcio ES-Saúde, composto pela Engeform e Solufarma do Brasil Engenharia, fez a cobrança mais alta: R$ 115.551.500,04.

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