Grande Angular

“Doutrinação de esquerda”: juíza mantém redes sociais de deputado

Gustavo Gayer fez postagens sobre professora de história da arte que usou camiseta com alusão à obra de Hélio Oiticica

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fotografia colorida de rosto de homem
1 de 1 Fotografia colorida de rosto de homem - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A juíza Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Brasília, indeferiu pedido de liminar para suspender as contas do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) nas redes sociais.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimentos de Ensino, a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Brasil Central, o Sindicato dos Professores do Estado de Goiás e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás entraram com ação contra o parlamentar na qual o acusam de perseguir a professora Jeová Canhete e dizer que ela comete “doutrinação de esquerda”.

A professora de história da arte foi demitida de uma escola particular de Aparecida de Goiânia (GO) após ser exposta por usar, na sala de aula, uma camiseta com a frase “seja marginal, seja herói”, de autoria do artista brasileiro Hélio Oiticica.

De acordo com a docente, ela foi demitida em 4 de maio, por telefone, após a crítica do deputado, que marcou a escola nas publicações.

“A professora do Colégio Expressão foi desligada da escola no mesmo dia que o proprietário ficou sabendo da apologia a marginais e doutrinação feminista”, publicou o deputado no Instagram, na semana passada.

As quatro entidades pediram à Justiça do DF que o YouTube e o Instagram fossem obrigados a excluir os vídeos e postagens de Gayer nas quais ele “expõe professores” ou aquelas que citam “doutrinação de esquerda”, além de suspender as contas do deputado.

Em decisão publicada nesta sexta-feira (12/5), a juíza indeferiu a tutela antecipada. A magistrada disse que Gayer exerce o cargo de deputado e utiliza as redes sociais para divulgar e realizar o trabalho. “Impedi-lo de se conectar com seus eleitores e apoiadores afrontaria seu direito”, afirmou.

Segundo a juíza, “não há que se falar em retirada do conteúdo publicado, quando não é comprovado que a publicação tenha conteúdo inverídico, não parece desbordar dos limites da liberdade de expressão e manifestação de pensamento, a todos constitucionalmente garantida” (leia a decisão abaixo).

Juíza mantém redes de deput… by Isadora Teixeira

Após o caso da professora de Goiás, Gustavo Gayer divulgou um site no qual pede a pais denúncias contra escolas que façam “doutrinação”. “Todos os pais e mãe desse país, a partir da sua denúncia, poderá [sic] agir, cobrar das escolas e instituições de ensino, uma ação para impedir que militantes travestidos de professores continuem sequestrando nossos filhos”, disse, em vídeo publicado na plataforma.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações