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Deputado do DF tenta dar carteirada ao ser flagrado dirigindo após beber

O deputado distrital Daniel Donizet (MDB) ligou para o colega Hermeto (MDB), que se recusou a ajudá-lo

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Mardônio Vieira/Assessoria Daniel Donizet
A deputado distrital Daniel Donizet discursa em púlpito no plenário da CLDF - Metrópoles
1 de 1 A deputado distrital Daniel Donizet discursa em púlpito no plenário da CLDF - Metrópoles - Foto: Mardônio Vieira/Assessoria Daniel Donizet

O deputado distrital Daniel Donizet (MDB) foi parado por policiais militares próximo ao Riacho Fundo I (DF), na noite dessa quinta-feira (26/6), dirigindo após ingerir bebida alcoólica. Ele tentou dar carteirada, mas acabou autuado por se recusar a fazer o teste do bafômetro.

Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, uma viatura da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) parou a caminhonete conduzida por Daniel Donizet após um motociclista informar que o carro, uma Nissan Frontier, estava fechando os demais motoristas e que suspeitava que o condutor estivesse dirigindo sob o efeito de álcool.

Na ocorrência dos PMs, obtida pela coluna, é relatado que, de fato, a picape “fazia alguns movimentos anormais durante o seu trajeto”. Os policiais militares pararam o parlamentar próximo do antigo balão do Riacho Fundo I.

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Daniel Donizet
Daniel Donizet (PRP) não declarou o voto, mas é contabilizado como favorável pelas contas governistas
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JACQUELINE LISBOA/ESP. METRÓPOLES
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Daniel Donizet (PRP) não declarou o voto, mas é contabilizado como favorável pelas contas governistas
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Daniel Donizet (PRP) não declarou o voto, mas é contabilizado como favorável pelas contas governistas

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Dentro do carro, os policiais encontraram uma garrafa de cerveja. Questionado sobre a ingestão de álcool, Daniel Donizet afirmou aos PMs que “realmente havia bebido mais cedo, mas que agora estava em totais condições de dirigir”.

O parlamentar aceitou fazer o teste do bafômetro, mas a viatura não tinha o equipamento, por isso os PMs solicitaram o apoio de outra equipe.

Enquanto os policiais aguardavam a chegada do aparelho, o motorista se identificou como deputado distrital e passou a dar carteirada, segundo o relato. Os PMs descreveram que, “por diversas vezes, ele tentou fazer com que a equipe o liberasse para seguir viagem”, “dizia que era amigo da polícia e tinha um irmão que era policial militar”.

Sem sucesso com a primeira tentativa de pôr fim à abordagem policial, Donizet começou a fazer ligações e, “a todo tempo, falava que iria ligar para o secretário de Segurança Pública, para o governador e para o deputado Hermeto”.

Os policiais disseram que o parlamentar também perguntou o nome de cada PM da guarnição e anotou no celular, “como tentativa de intimidação”.

Em seguida, chegou o equipamento para o teste do bafômetro, mas o deputado se recusou a fazê-lo. Os PMs informaram que ele seria autuado, conforme dispõe o artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e que deveria entrar em contato com pessoa habilitada para que o carro fosse retirado do local.

Daniel Donizet, então, ligou para o deputado distrital Hermeto (MDB), colega de partido e de bancada, que é subtenente da reserva da PMDF. Ele passou o telefone para um subtenente que estava na ocorrência. Segundo o registro feito pelos PMs, Hermeto afirmou que “não iria se intrometer nesse assunto e que todos os procedimentos legais deveriam ser tomados normalmente”.

O irmão do parlamentar foi buscar o carro, levando Daniel Donizet como passageiro.

O parlamentar foi autuado com base no artigo 165-A do CTB, que trata da recusa do motorista ao teste do bafômetro ou outro que possa identificar embriaguez. A infração é gravíssima e prevê multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Procurado pelo Metrópoles, o deputado distrital Hermeto confirmou que recebeu a ligação de Daniel Donizet e disse ao subtenente responsável pela abordagem para “cumprir a lei”. “A lei é para todos, principalmente para nós que somos deputados”, declarou.

Acionado por meio da assessoria, Daniel Donizet não se pronunciou até o momento.

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