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Delegados aprovam paralisação “82 horas sem a PF”. Entenda

A categoria defende a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas com direcionamento de recursos apreendidos à PF

atualizado

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Divulgação/Polícia Federal (PF)
Imagens coloridas mostram dois agentes da Polícia Federal, com coletes da instituição, em cena noturna
1 de 1 Imagens coloridas mostram dois agentes da Polícia Federal, com coletes da instituição, em cena noturna - Foto: Divulgação/Polícia Federal (PF)

Delegados da Polícia Federal aprovaram a paralisação chamada “82 horas sem a PF“. Os profissionais devem suspender as atividades, incluindo operações (com algumas exceções, veja abaixo).

O presidente a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, disse que a categoria vai se reunir novamente nesta terça-feira (24/3). Na ocasião, os delegados vão decidir a data de início. A previsão é que a paralisação ocorra entre quarta-feira (25) e sábado (28), quando a PF completará 82 anos. 

“Senão tivermos avanços na negociação, iremos executar o 82 horas sem PF a partir de quarta-feira. Nesta semana, a PF completa 82 anos. Recuperou, só nos últimos dois anos, R$ 16 bilhões do crime organizado, com tendência de recursos materiais limitados e recursos humanos desvalorizados. Esperamos que o presidente Lula possa corrigir esse rumo e cumprir a promessa de seu governo de criar o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas”, afirmou Paiva.

O Metrópoles apurou que apenas as seguintes operações devem ser realizadas:

  • contra pessoas com prerrogativa de foro;
  • que envolvam risco iminente de vida;
  • e ⁠flagrantes.
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Carro da PF na sede do Solidariedade em Brasília
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Edifício fica no Setor Comercial Norte (SCN), em Brasília (DF)
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Edifício fica no Setor Comercial Norte (SCN), em Brasília (DF)

Michael Melo/Metrópoles
Carro da PF na sede do Solidariedade em Brasília
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Carro da PF na sede do Solidariedade em Brasília

Wey Alves/Metrópoles
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Felipe Menezes/Metrópoles

A categoria defende a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc), por meio de Medida Provisória. O objetivo é direcionar recursos provenientes do crime para fortalecer as ações de investigação, inteligência e repressão.

Delegados da PF reclamam de defasagem salarial e afirmam que trata-se do único órgão que recebe apenas subsídio, sem os chamados “penduricalhos” comuns em outras estruturas.

A ADPF destacou que o crime organizado movimenta cerca de R$ 348 bilhões por ano no Brasil. “Trata-se de uma medida que não impõe novos custos ao Estado, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade operacional das instituições responsáveis por proteger a sociedade brasileira”, diz a associação.

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