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Comando da Papudinha disse que acampamento bolsonarista gerou “riscos”
Em relatório encaminhado à VEP-DF, o comandante da Papudinha avaliou que acampamento bolsonarista “gerou potenciais riscos à ordem pública”
atualizado
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O comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), local também conhecido como Papudinha, avaliou que o acampamento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que se instalou no local por alguns dias gerou “potenciais riscos à ordem pública”.
Segundo comunicado assinado pelo tenente-coronel Allenson Nascimento e pelo comandante em exercício, o major Marlos de Oliveira, antes da desmobilização dos que ficaram reunidos na porta do batalhão, foram identificadas “manifestações públicas e chamamentos em redes sociais com conteúdo indicativo de risco de mobilização mais ampla”.
A avaliação foi feita em um relatório e comunicada à Vara de Execuções Penais do DF (VEP-DF) dias antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibir a realização de acampamento na Papudinha.
“O relatório técnico aponta que a permanência de pessoas acampadas em área de segurança institucional gerou potenciais riscos à ordem pública, à segurança penitenciária e à dinâmica operacional das forças de segurança, especialmente no que se refere à restrição de circulação de viaturas, vulnerabilidade no controle de acesso e possibilidade de observação externa de rotinas sensíveis”, declarou.
O comandante ainda afirmou que “embora não tenham sido registradas intervenções policiais ou incidentes diretos, constatou-se crescimento gradual da aglomeração, bem como manifestações públicas e chamamentos em redes sociais com conteúdo indicativo de risco de mobilização mais ampla, inclusive com declarações de cunho potencialmente ameaçador à integridade das instalações prisionais”.
O ofício tinha o objetivo de “subsidiar a análise institucional, especialmente quanto aos impactos à segurança pública, penitenciária e à ordem pública” e foi encaminha em 22 de janeiro.
Um dia depois, Moraes proibiu a permanência de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ou nas intermediações da Papudinha.










