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Com venda da CEB Distribuição, Edison Garcia assume iluminação pública

O presidente da Companhia Energética de Brasília, Edison Garcia, passa a se dedicar aos programas da recém-criada CEB Iluminação Pública

atualizado 03/03/2021 14:29

Presidente da CEB, Edison GarciaThiago S. Araújo/Esp. Metrópoles

Com a privatização da CEB Distribuição, o presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edison Garcia, deixa de ser responsável pela energia que chega a 1,1 milhão de clientes e passa a se dedicar à iluminação pública do Distrito Federal.

Recém-constituída, a CEB Iluminação Pública e Serviços recebeu concessão do Governo do DF (GDF) para cuidar da rede por 30 anos. Essa estatal é mais um braço da holding administrada por Garcia, que controla outras cinco empresas, é coligada à Corumbá Concessões S/A e ligada à BSB Energética S/A.

Os projetos da CEB Iluminação Pública já estão em andamento. Garcia disse à coluna Grande Angular que a empresa pretende trocar todas as lâmpadas queimadas em oito semanas. “Para isso, peço ajuda da população: quando ver qualquer lâmpada pública queimada, deve nos avisar pelo telefone 116, teclado 4”, afirmou.

A nova empresa pública quer substituir, em dois anos, 300 mil lâmpadas por LED. Segundo Garcia, o trabalho faz parte do programa de eficiência energética, que já trocou por LED 60 mil das 360 mil luzes de vapor de sódio.

O planejamento foi feito a partir de dados da Secretaria de Segurança Pública sobre os locais mais escuros da capital do país, situação que pode favorecer a ocorrência de crimes. “Analisamos os pontos de escuridão no Mapa do Distúrbio e verificamos os endereços com maior índice de sensação de insegurança e de violência”, pontuou o presidente da CEB.

A CEB Iluminação Pública e Serviços também desenvolve, junto ao Departamento de Trânsito (Detran), um projeto para iluminar 4 mil faixas de pedestre no DF.

Privatização

Primeira estatal brasiliense privatizada, a CEB Distribuição foi vendida por R$ 2,5 bilhões para a Neoenergia, companhia que é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. Representantes da CEB e da empresa privada assinaram o contrato de compra e venda na última terça-feira (2/3).

A Neoenergia assume a distribuição de energia para 1,1 milhão de clientes do Distrito Federal com o compromisso de ampliar investimentos e adotar um modelo de gestão eficiente, que assegure a disponibilidade do serviço e o respeito aos recursos humanos e naturais.

Antes de ser concluída, a operação enfrentou discussões judiciais. Na mais recente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes indeferiu o pedido de liminar do PCdoB que pretendia suspender a privatização da CEB. A decisão deve ser submetida ao Plenário da Corte.

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