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Vídeo: veja voto de ministro pela anulação da condenação de Adriana Villela

O ministro Sebastião Reis Júnior votou pela anulação do Tribunal do Júri que condenou Adriana Villela a 61 anos de prisão

05/08/2025 14:23, atualizado 05/08/2025 15:10
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Julgamento crime da 113 sul triplo homicídio Adriana Villela Metrópoles

O ministro Sebastião Reis Júnior votou pela anulação do júri e de toda a instrução do processo no qual Adriana Villela foi condenada a 61 anos de prisão pelo triplo homicídio dos pais, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou o julgamento do caso nesta terça-feira (5/8). Com o voto de Sebastião Reis Júnior, o placar está 1 x 1.

Anteriormente, o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, votou pela manutenção da condenação e a prisão imediata de Adriana Villela. O caso foi suspenso após Sebastião Reis Júnior pedir vista. Cinco meses depois, a análise foi retomada e o ministro apresentou voto divergente, nesta terça-feira.

Sebastião Reis Júnior entendeu que a defesa foi prejudicada porque não teve acesso, durante o decorrer de toda a instrução do processo, à íntegra das provas. “O acesso às provas pela defesa antes da apreciação pelo processo é condição para assegurar o contraditório e ampla defesa, permitindo a instrumentalização de sua atuação de forma eficaz”, afirmou.

O magistrado afirmou que é “inadmissível, no Estado Democrático de Direito, que os órgãos responsáveis pela persecução penal decidam quais elementos de informação instruam os autos de ação penal na qual a autoria dos fatos imputados é apurada de forma profunda”. Veja o voto:

O presidente da Sexta Turma votou para dar parcial provimento ao recurso da defesa para anular a condenação e a ação penal desde a instrução, “tendo em vista a ausência de acesso da defesa aos depoimentos extrajudiciais dos corréus que imputaram a autoria do crime à recorrente”.

“O alegado cerceamento de defesa não ocorreu apenas na sessão de julgamento perante o Tribunal do Júri, mas foi um fato que se operou durante toda a ação penal. Consta expressamente no acórdão que, não obstante os pedidos formulados ao longo do processo, inclusive nos recursos interpostos, a defesa não teve acesso, antes do julgamento em plenário, às mídias contendo os depoimentos dos corréus Leonardo, Paulo e Francisco Maia. Consta, também, que os depoimentos foram coletados em 2010 e oportunizado o acesso à defesa apenas na sessão plenária do dia 29/09/2019”, citou Sebastião Reis Júnior.

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Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela
Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais
Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul
Carolina Villela, filha de Adriana Villela, acompanha o julgamento no STJ
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Carolina Villela, filha de Adriana Villela, acompanha o julgamento no STJ

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela
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Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela

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Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais
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Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais

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Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul
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Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul

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O julgamento acabou suspenso novamente após o voto de Sebastião Reis Júnior porque o ministro Og Fernandes pediu vista. A análise deve ser retomada em até 30 dias, que podem ser prorrogado por igual período, com votos dos ministros Og Fernandes, Antônio Saldanha e do desembargador Otávio de Almeida Toledo.

Colaboraram Isadora Teixeira e Jade Abreu

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