Grande Angular

Vídeo: veja voto de ministro pela anulação da condenação de Adriana Villela

O ministro Sebastião Reis Júnior votou pela anulação do Tribunal do Júri que condenou Adriana Villela a 61 anos de prisão

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Julgamento crime da 113 sul triplo homicídio Adriana Villela Metrópoles
1 de 1 Julgamento crime da 113 sul triplo homicídio Adriana Villela Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro Sebastião Reis Júnior votou pela anulação do júri e de toda a instrução do processo no qual Adriana Villela foi condenada a 61 anos de prisão pelo triplo homicídio dos pais, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou o julgamento do caso nesta terça-feira (5/8). Com o voto de Sebastião Reis Júnior, o placar está 1 x 1.

Anteriormente, o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, votou pela manutenção da condenação e a prisão imediata de Adriana Villela. O caso foi suspenso após Sebastião Reis Júnior pedir vista. Cinco meses depois, a análise foi retomada e o ministro apresentou voto divergente, nesta terça-feira.

Sebastião Reis Júnior entendeu que a defesa foi prejudicada porque não teve acesso, durante o decorrer de toda a instrução do processo, à íntegra das provas. “O acesso às provas pela defesa antes da apreciação pelo processo é condição para assegurar o contraditório e ampla defesa, permitindo a instrumentalização de sua atuação de forma eficaz”, afirmou.

O magistrado afirmou que é “inadmissível, no Estado Democrático de Direito, que os órgãos responsáveis pela persecução penal decidam quais elementos de informação instruam os autos de ação penal na qual a autoria dos fatos imputados é apurada de forma profunda”. Veja o voto:

O presidente da Sexta Turma votou para dar parcial provimento ao recurso da defesa para anular a condenação e a ação penal desde a instrução, “tendo em vista a ausência de acesso da defesa aos depoimentos extrajudiciais dos corréus que imputaram a autoria do crime à recorrente”.

“O alegado cerceamento de defesa não ocorreu apenas na sessão de julgamento perante o Tribunal do Júri, mas foi um fato que se operou durante toda a ação penal. Consta expressamente no acórdão que, não obstante os pedidos formulados ao longo do processo, inclusive nos recursos interpostos, a defesa não teve acesso, antes do julgamento em plenário, às mídias contendo os depoimentos dos corréus Leonardo, Paulo e Francisco Maia. Consta, também, que os depoimentos foram coletados em 2010 e oportunizado o acesso à defesa apenas na sessão plenária do dia 29/09/2019”, citou Sebastião Reis Júnior.

Vídeo: veja voto de ministro pela anulação da condenação de Adriana Villela - destaque galeria
4 imagens
Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela
Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais
Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul
Carolina Villela, filha de Adriana Villela, acompanha o julgamento no STJ
1 de 4

Carolina Villela, filha de Adriana Villela, acompanha o julgamento no STJ

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela
2 de 4

Placar está empatado no julgamento do caso Adriana Villela

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais
3 de 4

Marcelo Leite, promotor de Justiça, acompanha a sessão que pode reverter a condenação de Adriana Villela no caso do triplo homicídio dos pais

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul
4 de 4

Kakay, advogado de Adriana Villela, esteve presente no julgamento da Sexta Turma do STJ, que discute a legalidade da condenação no caso do Crime da 113 Sul

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O julgamento acabou suspenso novamente após o voto de Sebastião Reis Júnior porque o ministro Og Fernandes pediu vista. A análise deve ser retomada em até 30 dias, que podem ser prorrogado por igual período, com votos dos ministros Og Fernandes, Antônio Saldanha e do desembargador Otávio de Almeida Toledo.

Colaboraram Isadora Teixeira e Jade Abreu

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?