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Grande Angular

Ciro Nogueira e companheira compraram imóvel de R$ 4,3 milhões em São Paulo

Contrato da unidade no VN Millennium Faria Lima foi apreendido pela PF durante operação na CN Motos, em Teresina

21/09/2026 13:33
KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles

A Polícia Federal (PF) encontrou um contrato de R$ 4,35 milhões para a compra de um imóvel em São Paulo pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sua companheira, Flávia Roberta Rosalen. O documento foi apreendido durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na quinta-feira (7/5).

A busca ocorreu na sede da Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas Ltda., a CN Motos, em Teresina (PI). No local, os policiais verificaram que a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda. estava cadastrada em uma das salas, mas não funcionava no prédio.

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Segundo Jairo de Castro Koury Masuad, diretor comercial da CN Motos, a CNLF não tinha funcionários e as atividades da empresa no setor imobiliário eram exercidas por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar. A equipe da PF também não identificou nenhuma sala com indicação de sede da empresa no endereço.

Durante a busca, os policiais apreenderam um bloco de documentos sobre a compra da unidade P-2401, do Condomínio VN Millennium Faria Lima, no subcondomínio Prime. A Vitacon50 Desenvolvimento Imobiliário SPE S.A. aparece como vendedora, enquanto Ciro e Flávia figuram como compradores.

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O material estava na mesa de Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário da CN Motos, na sala de Coordenação e Logística. Entre os documentos havia o “Resumo geral de venda”, o contrato de compromisso de venda e compra de unidade autônoma e outros pactos, as normas contratuais, documentos relacionados às assinaturas eletrônicas e o 1º aditivo ao contrato.

O contrato registra R$ 4,35 milhões como valor do imóvel. A negociação também previa R$ 269,815 mil em comissão de intermediação e corretagem, quantia separada do preço da unidade.

A PF também apreendeu uma folha de agenda com anotações sobre “estratégias de despesas e receitas”, “investidores” e uma suposta aquisição de “aeronave” com pagamento em espécie.