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Circus Maximus: Justiça tranca ação penal contra ex-diretor do BRB
Com a decisão da 3ª Turma do TRF-1, o ex-diretor do BRB Nilban de Melo Júnior deixa de ser réu na ação penal decorrente da Circus Maximus
atualizado
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A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) trancou, em julgamento na terça-feira (14/12), a ação penal contra o ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Banco de Brasília (BRB) Nilban de Melo Júnior. Isso significa que Nilban deixa de ser réu e não responderá mais ao processo decorrente da Operação Circus Maximus.
À coluna, Nilban disse estar “com sentimento de que a justiça foi feita”: “Estou satisfeito e aliviado. Durante três anos sofri, mas sempre estive confiante da minha inocência. No final, a verdade prevaleceu: não tive envolvimento e não cometi nenhum ato ilícito. Agradeço meus familiares e amigos por estarem comigo durante toda essa batalha”.
Advogados de Nilban, João Paulo Boaventura e Thiago Turbay disseram que prevaleceu a tese de que o Ministério Público “não demonstrou elementos mínimos aptos à prosseguir com a ação penal em relação a Nilban”.
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“Desde o início, a defesa sustentou os erros técnicos da denúncia e sua inviabilidade jurídica, por esta absolutamente divergente dos fatos ocorridos. Não houve prática de crime por Nilban, o que resta agora estabelecido definitivamente”, afirmaram advogados, em nota.
Antes da vitória judicial, Nilban também se livrou de um processo administrativo em que era representado pelo advogado Mário Thiago Gomes de Sá Padilha. Em outubro deste ano, o Banco Central decidiu arquivar o processo que Nilban respondia sobre fatos apontados pela Circus Maximus.
Nilban é servidor do Governo do Distrito Federal e, à época dos fatos investigados, estava cedido ao BRB.
Histórico
O MPF denunciou 17 pessoas por crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão temerária, entre outros, durante o governo de Rodrigo Rollemberg. Elas são acusadas de participar de um suposto esquema de irregularidades no BRB envolvendo fundos de investimento que teve participação de agentes públicos, financeiros autônomos e empresários.
Antes de Nilban, a Justiça já havia trancado a ação em relação ao ex-conselheiro do BRB na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB) e arrecadador da campanha do ex-governador, Ricardo Leal.