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Celina critica “falas políticas” após declaração de Durigan sobre BRB.

A governadora do DF, Celina Leão, apresentou balanço das contas públicas do primeiro semestre com recuperação da capacidade de pagamento

07/08/2026 11:36, atualizado 07/08/2026 11:51
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Celina critica “falas políticas” após declaração de Durigan sobre BRB

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), criticou o que chamou de “avaliações e falas políticas” do governo federal em relação à operação para salvar o Banco de Brasília (BRB).

A declaração foi dada nesta sexta-feira (7/8), um dia após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamar de “totalmente descabida” a acusação do GDF de “inércia” em relação ao cumprimento do acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF). Celina Leão não citou nominalmente o ministro.

“Temos documentação, inclusive sobre a previsibilidade da Capag A provisória, mas a gente vai tratar todos esses fatos diferente do governo federal está fazendo, com avaliações e falas políticas – nós não vamos cometer esse erro. Nossa fala aqui sobre o BRB é técnica, em cima de dados”, declarou a governadora durante apresentação das contas públicas do GDF no primeiro semestre do ano.

Celina Leão afirmou que o GDF reverteu o déficit estimado em R$ 5 bilhões e projeta superávit de até R$ 3 bilhões para todo o ano de 2026. Segundo o balanço do governo distrital, com o ajuste fiscal, a capacidade de pagamento (Capag) passou de C para A. Essa classificação é feita anualmente, mas o GDF pretende obter uma declaração provisória sobre a melhora do índice. 

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A Capag C foi justamente o que impediu a União de dar o aval ao empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado pelo GDF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para salvar o BRB. A mudança do cenário, com recuperação do índice que mede a capacidade de pagamento, deve ser levada para a audiência de conciliação agendada para o dia 13 de agosto, no STF.

Sem entrar em detalhes, a governadora do DF afirmou que, “para efeitos jurídicos, a Capag A provisória serve”.