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BRB pede aumento de empréstimo e abre portfólio de 7 mil imóveis para FGC
Presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza disse que abriu o portfólio do GDF para que o FGC e os bancos digam quais preferem como garantia
atualizado
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O Banco de Brasília (BRB) aumentou o valor do empréstimo solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 6,6 bilhões e abriu o portfólio de 7 mil imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF) para a negociação. Os bens serviriam como garantia.
“Temos que ver, de maneira mais contundente, as garantias, porque não estão restritas aos imóveis da Lei nº 7.845 – tem as ações da CEB e Caesb e outros imóveis do GDF. São mais de 7 mil do próprio GDF”, afirmou o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao Metrópoles.
Nelson disse que o BRB trata com o FGC e os consórcios dos bancos quase que diariamente. “Agora, estamos deixando que o consórcio de bancos e o próprio FGC digam o que eles querem mais. Garantias nós temos muitas”, declarou.
O pedido de empréstimo era, inicialmente, de R$ 4 bilhões, mas posteriormente o BRB ampliou a demanda em mais R$ 2,6 bilhões. O recurso deve reforçar o capital do banco.
Em paralelo ao empréstimo, o BRB também tenta vender os ativos considerados saudáveis para resolver o problema de liquidez. Na semana passada, a instituição recebeu proposta da Quadra Capital, gestora de recursos, para criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC) – o que renderia ao BRB R$ 4 bilhões à vista e outros possíveis R$ 11 bilhões em cotas subordinadas.
A instituição atrasou a entrega do balanço de 2025, que deveria ter sido feita até março de 2026, enquanto aguarda a capitação de recursos para equacionar as contas.
O BRB passa pela pior crise da história após comprar carteiras supostamente fraudadas do Banco Master. O então presidente, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo. Em seguida, Nelson Souza assumiu a instituição.
