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Auditor levou “senhora” para se passar pela mãe morta e receber pensão

A Polícia Legislativa Federal foi até São Luís (MA), onde encontrou o túmulo no qual a pensionista foi sepultada, em 2011

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auditor oculta morte da mãe e recebe pensão milionária (2)
1 de 1 auditor oculta morte da mãe e recebe pensão milionária (2) - Foto: Reprodução

Acusado de ocultar a morte da mãe para continuar recebendo pensão mensal de aproximadamente R$ 32 mil da Câmara dos Deputados, Manoel Henrique Cardoso Pereira Lima levou uma “senhora” que teria características parecidas com as da falecida para fazer prova de vida no lugar dela.

A Secretária de Controle Interno da Câmara solicitou a lista de óbitos de pensionistas e a Controladoria Geral da União (CGU) informou que uma beneficiária havia falecido. A Polícia Legislativa Federal iniciou a investigação e foi até São Luís (MA), onde encontrou o túmulo no qual a pensionista foi sepultada.

Durante as investigações, testemunhas disseram que o filho dela levou ao cartório uma mulher que portava documentos da falecida, se passando por ela e assinando comprovante como se fosse a pensionista.

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Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados comprovou que pensionista morreu em 2011, mas filho continuou recebendo benefício por meio de fraude até 2022
Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados comprovou que pensionista morreu em 2011, mas filho continuou recebendo benefício por meio de fraude até 2022
Auditor do TCU ocultou morte da mãe e recebeu R$ 3,9 milhões da Câmara
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Auditor do TCU ocultou morte da mãe e recebeu R$ 3,9 milhões da Câmara

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Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados comprovou que pensionista morreu em 2011, mas filho continuou recebendo benefício por meio de fraude até 2022
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Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados comprovou que pensionista morreu em 2011, mas filho continuou recebendo benefício por meio de fraude até 2022

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Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados comprovou que pensionista morreu em 2011, mas filho continuou recebendo benefício por meio de fraude até 2022

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Lima recebeu R$ 3,9 milhões, entre 2011 e 2022, após o falecimento da verdadeira beneficiária. Depois de autuado por estelionato majorado pela Polícia Legislativa Federal da Câmara, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o homem pelo crime. Em outubro de 2024, a 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal aceitou a denúncia, de forma que o ex-auditor tornou-se réu.

O MPF também entrou com uma ação cível na qual pede que Lima seja condenado a indenizar a União em R$ 2 milhões, valor que deve ser corrigido e acrescido de juros.

O acusado era auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), mas foi demitido do cargo em 28 de abril de 2025, em um processo administrativo disciplinar aberto após a revelação da fraude.

Procurado pela reportagem, Lima não quis comentar as acusações.

Condenações

O TCU condenou o ex-auditor a devolver R$ 5,4 milhões aos cofres públicos em razão do recebimento ilegal da pensão da Câmara dos Deputados. A Corte de Contas também determinou que ele pague R$ 734,1 mil referentes à aposentadoria da mãe, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual Lima também teria se apropriado irregularmente após a morte da genitora.

Segundo o TCU, o ex-auditor recebeu “ilicitamente e de modo contínuo, mediante fraude à prova de vida e na qualidade de curador e procurador de sua genitora, mesmo após sua morte, benefício previdenciário pago pela União decorrente de pensão por morte instituída pelo esposo, ex-servidor da Câmara dos Deputados” e, da mesma forma, a aposentadoria dela no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Nas decisões, o TCU ainda condenou Lima a pagar multas que somam R$ 360 mil e o inabilitou para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da administração pública federal pelo prazo de oito anos.

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