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Até R$ 4 bilhões à vista: BRB assina acordo para criar fundo e vender ativos
O BRB assinou memorando de entendimento com a Quadra Capital para estruturação de fundo por meio do qual venderá ativos adquiridos do Master
atualizado
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O Banco de Brasília (BRB) assinou, nesta segunda-feira (20/4), o memorando de entendimento com a Quadra Capital para estruturação do fundo de investimento por meio do qual irá vender os ativos que adquiriu em operações com o Banco Master.
Segundo o BRB informou, o negócio tem valor de referência de R$ 15 bilhões. Uma parcela de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões será paga à vista. A outra parcela de até R$ 12 bilhões será quitada por meio de cotas subordinadas do fundo criado para gestão e monetização dos ativos.
O negócio com a Quadra Capital foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRB. Após a divulgação da assinatura do memorando, na noite desta segunda, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que a nova gestão tem feito “um trabalho sério e transparente e vai trazer o BRB à normalidade”.
Segundo a instituição financeira, a operação “visa à alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial”.
“A efetivação da operação estará sujeita ao atendimento de condições precedentes previstas no MoU. A Companhia reafirma seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e a adequada prestação de informações ao mercado, permanecendo atenta aos desdobramentos do tema e divulgando tempestivamente qualquer evolução material, caso e quando aplicável”, declarou o BRB.
O BRB enfrenta crise após prejuízo bilionário nos negócios com o Master. Para a reestruturação, a nova gestão aposta na venda dos ativos oriundos do Master que são considerados saudáveis. Em paralelo, tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e consórcio de bancos.








