“Até cafezinho tem nota”, diz Mario Frias sobre filme de Bolsonaro que recebeu R$ 61 milhões de Vorcaro
O deputado federal e produtor executivo de Dark Horse afirmou que foi aberto um fundo patrimonial exclusivo para o filme nos Estados Unidos

Produtor-executivo de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que recebeu financiamento de Daniel Vorcaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) disse que há comprovante de todos os gastos e que “até o cafezinho tem nota”.
Frias afirmou que foi aberto um fundo patrimonial exclusivo para o filme nos Estados Unidos com objetivo de custear a produção norte-americana. “O fundo patrimonial não permite que o administrador gaste dinheiro sem justificar o motivo. Fizemos assim justamente para garantir a lisura nos Estados Unidos”, declarou ao Metrópoles.
O produtor executivo e parlamentar reagiu às especulações de que os recursos teriam sido desviados para o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA. Frias afirmou que a ligação entre a produção e Eduardo foi feita porque o administrador do fundo é Paulo Calixto, advogado que atuou na migração do ex-deputado.
O Intercept Brasil revelou que Vorcaro, preso por fraudes, pagou ao menos R$ 61 milhões para a produção biográfica. O senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), cobrou de Vorcaro repasse diante de atrasos por meio de um áudio enviado em setembro de 2025.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularLogo depois da divulgação do áudio, a produtora negou ter recebido “um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”. Segundo Frias, o investimento foi feito por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, representada por Freixo, por isso não há assinatura de Vorcaro.
Frias disse que há outros investidores do longa-metragem. Questionado sobre quem são, o produtor afirmou que não pode revelar em razão de termos de confidencialidade.
Segundo Frias, “trata-se de um filme americano que conta uma história brasileira”. “A estratégia do fundo surgiu para viabilizar os pagamentos no exterior, proteger os investidores e evitar bloqueios e perseguições no Brasil. A gente sabia que teria que ser um filme de Hollywood”, afirmou.
O filme foi batizado de Dark Horse em referência a cavalo preto, segundo o produtor, considerado o azarão, “o improvável que vence a corrida”.















