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“Assunto de Justiça”, diz Celina Leão sobre prisão do ex-presidente do BRB
Paulo Henrique Costa foi preso na manhã desta quinta-feira (16/4) durante nova fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal
atualizado
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse que a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na manhã desta quinta-feira (16/4), é “assunto de Justiça”. Segundo a chefe do Executivo local, a nova gestão do BRB tem dado transparência e colaborado com a Justiça.
“A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes”, afirmou Celina Leão, por meio de nota.
Em nota, ela complementou: “Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”.
A prisão ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo o Banco Master.
Atualmente, o BRB é presidido por Nelson Souza que foi indicado para o cargo após Paulo Henrique Costa ter sido afastado pela Justiça em novembro do ano passado. O afastamento ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.
A manifestação de Celina Leão ocorre um dia após a governadora do DF criticar a falta de ação do governo federal em ajudar a recuperação do BRB, que teve um rombo milionário após transações malsucedidas com o Banco Master.
“O governo federal não deu nenhuma resposta. Nenhuma ajuda. Chegamos a pedir. Pedimos tudo. Acho que não tem é a boa vontade de fazer. Mas está tudo bem”, disse.
Operação Compliance Zero
A quarta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada nesta quinta-feira com dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.
A operação investiga os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
Situação do BRB
A crise do Banco de Brasília (BRB) se agravou após a revelação de rombo bilionário ligado a operações com ativos malsucedidos do Banco Master. Desde então, a instituição tem buscado alternativas emergenciais para recompor o patrimônio.
Entre as quais, a Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza ao acionista controlador do BRB, o Governo do Distrito Federal, a tomar uma série de medidas para restabelecer as condições econômico-financeiras do banco.
Sancionada em 10 de março de 2026, a lei para capitalização autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições e oferecer imóveis como garantia. Ao todo, nove imóveis foram listados – destes, a governadora Celina Leão anunciou a retirada da Gleba A, da Serrinha do Paranoá.
Em 31 de março, a instituição não conseguiu cumprir o prazo e não apresentou o balanço na data prevista. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a instituição aguarda resultado da auditoria forense que apontará o real prejuízo da compra de ativos do Banco Master.
