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Eleições 2026Grande Angular

Após Lula, Erika Kokay fala sobre BRB e critica Celina.

Após Celina dizer que Lula “errou no tom” ao falar com uma mulher, Erika Kokay rebate governadora e critica atuação na crise do BRB

19/09/2026 15:27, atualizado 19/09/2026 17:57
Igo Estrela/Metrópoles
Erika Kokay - Metrópoles

A candidata ao Senado Erika Kokay (PT-DF) rebateu, neste sábado (19/9), as declarações da governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), sobre a crise do Banco de Brasília (BRB). Em publicação nas redes sociais, Erika afirmou que Celina “não tem credibilidade” para buscar uma solução para a situação do banco e acusou a governadora de “mentir muito”.

A declaração de Celina ocorreu na sexta-feira (18/9), durante agenda de campanha na Ceilândia (DF). A governadora afirmou que o presidente Lula “errou no tom de como se fala com uma mulher” ao se referir a ela durante comentários sobre a crise do BRB.

Após Lula atribuir a crise financeira do banco a Celina e ao ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), a governadora afirmou que o presidente usa o BRB como “arma eleitoral”. Celina também disse que pretende protocolar uma ação contra Lula na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suposto crime financeiro.

Ao rebater as declarações, Erika afirmou que Celina reconheceria a falta de confiança em sua própria capacidade de tratar do assunto.

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Presidente Lula (PT)
Ex-governador do DF Ibaneis Rocha
Governadora do DF Celina Leão (PP)
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Governadora do DF Celina Leão (PP)

Reprodução/Assessoria de Comunicação
Presidente Lula (PT)
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Presidente Lula (PT)

Reprodução
Ex-governador do DF Ibaneis Rocha
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Ex-governador do DF Ibaneis Rocha

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

“Ela sabe que não tem credibilidade. Tanto é que ela fica dizendo ‘venham, venham, tentem fazer com que eu seja recebida pelo governo federal’”, afirmou a candidata ao Senado.

Erika acrescentou que, na avaliação dela, a falta de confiança em Celina não se restringiria ao governo federal. “Não é só o governo federal” que não acredita na governadora, disse. Em seguida, citou também “os bancos privados” e reiterou a acusação de que Celina “mente muito”.

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Misoginia

Ao responder à afirmação de Celina sobre a forma como Lula se dirigiu a ela, Erika disse combater a misoginia e relacionou o tema à atuação política da governadora.

“Celina, eu que combato a misoginia como o povo que você apoia não combate, porque o seu povo não quer aprovar a criminalização da misoginia, e eu quero”, afirmou.

Na sequência, Erika disse que a acusação de misoginia não deveria ser usada, segundo ela, para afastar as críticas à atuação de Celina. “E você me vem aqui dizer ‘ah, que quando isso é denunciado, é misoginia’. Eu estou aqui te denunciando”, declarou.

Vice de Grass também se manifesta

Candidata a vice-governadora do DF na chapa de Leandro Grass (PT), Dora Gomes (PV) também publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (19/9) para comentar a crise do BRB e as declarações de Celina.

Dora afirmou que uma vice-governadora “não é figura decorativa” e que deve participar das decisões, acompanhar a gestão, exigir transparência e assumir responsabilidade pelo governo que integra.

“Nós, mulheres, lutamos por espaços de poder e ocupar o poder significa responder com rigor, competência e responsabilidade”, declarou.

Ao abordar a situação do BRB, Dora afirmou que, “se um banco público entra em crise, a população não pode ficar no escuro”.

Segundo ela, uma gestora deve “ter transparência, abrir os números, publicar balanços, explicar cada decisão, proteger os trabalhadores, os correntistas e o dinheiro público”.

“Ser mulher não é máscara ou acessório para blindar nem responder sobre atos que afetam toda a população do DF”, disse.

Dora também cobrou informações sobre o caso envolvendo o Banco Master e o BRB. “No caso Master / BRB, ainda faltam respostas. Cadê os dados? Cadê os balanços? Quem tomou as decisões? Qual é o plano para salvar o banco?”, questionou.

A candidata a vice-governadora também afirmou que não cabe transferir a responsabilidade pela situação do BRB ao governo federal. “Não adianta transferir a responsabilidade para o governo federal. Ele não administra o BRB. O banco é controlado pelo GDF”, declarou.

Segundo Dora, “a União não é avalista automática” e cabe à União somente “a avaliação da eventual garantia para o empréstimo solicitado em cumprimento às exigências da lei”.

Ao final, Dora afirmou que a cobrança por informações sobre o banco não representa irresponsabilidade. “Cobrar a verdade não é irresponsabilidade. Irresponsabilidade é esconder informações e fugir das perguntas.”