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Após homem negro ser agredido por PMs, OAB-DF se manifesta: “Absurdo”

Em carta aberta, entidade pediu uma sociedade mais justa, igualitária e sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor ou idade

atualizado

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As imagens chocantes de dois policiais militares agredindo o ambulante Welington Luiz Maganha, 30 anos, em Planaltina, fizeram com que a Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) se manifestasse. Em carta aberta, a entidade pediu uma sociedade mais justa, igualitária e sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor ou idade.

“Reiteramos, a título de exemplo, que a imagem mostrada ontem nos mais variados meios de comunicação, de um rapaz correndo de dois policiais que o agrediam sem qualquer motivação aparente, é fato de tal absurdo que desperta em todos nós mais que repúdio, um alarme acerca dessa situação limítrofe de insegurança que paira no ar”, diz o texto publicado no site da OAB-DF.

A instituição presidida por Délio Lins e Silva Júnior também fez um apelo para que a população respeite os protocolos de segurança recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a fim de evitar a propagação do novo coronavírus.

“Especialmente em tempos de pandemia, o momento deveria ser de união da população e dos poderes constituídos em torno da saúde e da vida das pessoas acima de tudo, o que nos leva a reiterar o pedido de cuidados: usemos máscaras, luvas e demais equipamentos que possam colaborar com a não contaminação”.

Veja a carta na íntegra:

“A Ordem dos Advogados do Brasil – seccional do Distrito Federal – vem a público conclamar as autoridades e toda a sociedade civil ao respeito incondicional às liberdades constitucionais, em nome da preservação da democracia, o único regime capaz de promover os valores da República: construção de uma sociedade justa e solidária; e promoção da dignidade e do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Reiteramos, a título de exemplo, que a imagem mostrada ontem nos mais variados meios de comunicação, de um rapaz correndo de dois policiais que o agrediam sem qualquer motivação aparente, é fato de tal absurdo que desperta em todos nós mais que repúdio, um alarme acerca dessa situação limítrofe de insegurança que paira no ar.

Especialmente em tempos de pandemia, o momento deveria ser de união da população e dos poderes constituídos em torno da saúde e da vida das pessoas acima de tudo, o que nos leva a reiterar o pedido de cuidados: usemos máscaras, luvas e demais equipamentos que possam colaborar com a não contaminação; mantenhamos, dentro do possível, medidas de isolamento e distanciamento; evitemos aglomerações, sejam elas quais forem; não nos esqueçamos que o pico da doença ainda não chegou no país e nem no DF e que todos os cuidados serão sempre poucos no controle da proliferação do vírus.

Dos poderes constituídos, rogamos rigidez no controle da contaminação, com a imposição das multas e demais penalidades previstas aos que insistem em não respeitar as regras necessárias, além da tomada de todos os cuidados no sentido de orientar a população quanto às medidas de contenção e, especialmente, pedimos celeridade no fornecimento de meios de prevenção e sobrevivência aos mais necessitados.

Aproveitamos o ensejo para reiterar a histórica e intransigente defesa do direito à livre manifestação do povo brasileiro, já que sempre lutamos muito para que a voz popular não fosse calada, nem censurada, e para que o direito de livre expressão fosse inscrito como garantia fundamental na Constituição da República Brasileira, nos exatos termos do que estabelece o inciso XVI, do artigo 5º, da Constituição Federal, o que deve ocorrer sempre de forma livre, pacífica e ordeira.

O momento é de harmonia dos poderes, afastamento de arroubos autoritários que ameacem a democracia, respeito às instituições e, especialmente, reverência a todas as liberdades e garantias constitucionais, aos direitos humanos, ao Estado Democrático de Direito e à história de luta da OAB-DF e da advocacia do Distrito Federal”.

Veja imagens do rapaz agredido:

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8 imagens
O vendedor ambulante esteve no IML para fazer exames
Marcas do cassetete: lesão na clavícula
Um dos PMs dá golpes de cassetete na vítima
Dois policiais militares vão atrás do homem
O rapaz agredido chega a cair por causa dos golpes
Welington afirma que perdoa os agressores
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Welington afirma que perdoa os agressores

Hugo Barreto/Metrópoles
O vendedor ambulante esteve no IML para fazer exames
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O vendedor ambulante esteve no IML para fazer exames

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Marcas do cassetete: lesão na clavícula
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Marcas do cassetete: lesão na clavícula

Hugo Barreto/Metrópoles
Um dos PMs dá golpes de cassetete na vítima
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Um dos PMs dá golpes de cassetete na vítima

Reprodução/Redes sociais
Dois policiais militares vão atrás do homem
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Dois policiais militares vão atrás do homem

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O rapaz agredido chega a cair por causa dos golpes
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O rapaz agredido chega a cair por causa dos golpes

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Planaltina
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Planaltina

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Wellington Maganha
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Wellington Maganha

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