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Após escândalo, Daniella Marques anuncia programa Caixa para Elas

Na ExpertXP, presidente da Caixa disse que novo programa do banco terá espaço exclusivo para prevenção à violência contra mulher em agências

atualizado 03/08/2022 16:59

Gustavo Moreno/Metrópoles

A presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, anunciou, nesta quarta-feira (3/8), o lançamento de um programa do banco para acolhimento de mulheres, prevenção à violência e estímulo ao empreendedorismo, com serviços voltados para o público feminino.

Durante palestra na ExpertXP, em São Paulo, Daniella disse que o programa Caixa para Elas será um espaço dentro de agências focado no público feminino. O lançamento será na próxima terça-feira (9/8), em SP.

“Apesar de a mulher ser o centro de poder econômico da família e a propaganda ser focada nela, quando a gente vai para o mercado financeiro, o ambiente não é convidativo para elas”, afirmou. “Os homens usam camisa branca e azul, mas a gente tem 10 mil sapatos, cor de batom e esmalte diferentes”, declarou.

A presidente da Caixa voltou a comentar as ações que tomou após o escândalo de assédios sexual e moral supostamente cometidos pelo ex-presidente do banco Pedro Guimarães. As denúncias contra Guimarães foram reveladas pelo colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles.

Segundo Daniella, assumir a Caixa em meio à crise institucional é “o maior desafio” da vida profissional e pessoal. “Estou muito consciente do tamanho da responsabilidade que envolve”, afirmou.

“Fizemos reunião com plano de ação para isolar a crise. Foi contratada uma empresa externa de investigação, há um colegiado interno nas apurações que envolvem a CGU, abri canal de diálogo direto comigo de apoio e acolhimento em sinal de proteção”, citou.

Durante o evento, Daniella criticou as previsões de “explosão fiscal e recessão”. “Foram mais de 14 milhões de empregos gerados. A crise que a [ex-presidente Dilma Rousseff] gerou destruiu dois milhões de empregos. Estamos, agora, com saldo de 200 mil a 300 mil vagas por mês e a maior taxa de população ocupada”, afirmou.

A presidente da Caixa disse que não consegue “entender quando se fala de populismo fiscal ou de kamikaze”: “Tudo que foi feito, foi feito preservando a meta. Tanto no micro, quando no macro, vejo o Brasil bem, com democracia sólida.”

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