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À PF Ibaneis diz que Exército impediu remoção de acampamento no QG

O governador afastado do DF, Ibaneis Rocha, deu depoimento à Polícia Federal sobre invasão e depredação das sedes dos três Poderes

atualizado

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Governador Ibaneis Rocha dentro de carro na frente da PF - Metrópoles
1 de 1 Governador Ibaneis Rocha dentro de carro na frente da PF - Metrópoles - Foto: Pedro Iff/Metrópoles

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse à Polícia Federal que o Exército impediu a remoção do acampamento de manifestantes radicais em frente ao Quartel-General do Exército.

Em depoimento prestado nesta sexta-feira (13/1), obtido pelo Metrópoles, Ibaneis afirmou que o procedimento de remoção começou no dia 29 de dezembro, “mas foi sustado logo no início por ordem do Comando do Exército”.

O governador afastado contou que algumas barracas chegaram a ser retiradas, mas o DF Legal, auxiliado pela Polícia Militar, “não conseguiu terminar todo o trabalho de retirada em razão da oposição das autoridades militares”.

Segundo Ibaneis, a equipe de transição do governo federal “tinha conhecimento da oposição do Exército na retirada dos acampamentos”. “O GDF trabalhou ativamente e com êxito na segurança da posse presidencial e posteriormente foi sentido um movimento natural de desmobilização, que foi apoiado pelos órgãos do Distrito Federal”, relatou o emedebista.

Ibaneis foi ouvido no âmbito da investigação sobre eventual responsabilidade de autoridades na invasão e depredação do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto. O governador foi afastado do cargo, pelo prazo de 90 dias, por determinação do STF.

O emedebista disse que não recebe o planejamento de segurança da PMDF. Ele pontuou que recebeu mensagem do ministro da Justiça, Flávio Dino, “relatando preocupação com a chegada de vários ônibus com manifestantes”, no sábado (7/1).

Afirmou ainda que ligou para Anderson Torres, então secretário de Segurança Pública, e soube que ele estava nos Estados Unidos. Segundo o governador afastado, o secretário titular passou o contato do interino, Fernando de Souza Oliveira, que tranquilizou Ibaneis “afirmando haver informes de que os manifestantes estavam chegando pacificamente ao QG do Exército para a manifestação do dia 8/1”.

Ibaneis traçou uma linha do tempo do dia 8 de janeiro, quando ocorreram os atos terroristas. Ele informou à PF que no dia dos ataques o secretário afirmou que “o clima” estava “bem ameno”.

Às 15h39, Ibaneis disse que determinou a Fernando Oliveira colocar todo o efetivo da polícia na rua, “tirar esses vagabundos do Congresso” e prender “o máximo possível”.

Revoltado

O emedebista declarou à PF que ficou “absolutamente surpreendido” com a falta da resistência exigida para a gravidade da situação por parte da PMDF. Ele disse que não quer e não pode generalizar esta afirmação, mas ficou “revoltado” quando viu cenas de alguns PMs se confraternizando com manifestante.

O governador afastado afirmou que “houve algum tipo de sabotagem”, mas que a investigação em andamento deverá esclarecer. Segundo Ibaneis, a exoneração de Anderson Torres se deu porque ele estava ausente do país no momento do “trágico acontecimento” e, portanto, perdeu a confiança no então secretário.

O STF determinou a prisão de Anderson Torres, que permanece nos Estados Unidos, e do então comandante-geral da PMDF, coronel Fábio Augusto Vieira.

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