Três técnicos gringos; 3 visões diferentes sobre os craques do Brasil

O que pensam Juan Pablo Vojvoda, Abel Ferreira e Jorge Jesus sobre a técnica e a personalidade dos jogadores brasileiros

atualizado 02/01/2022 12:00

Os treinadores estrangeiros que chegam para trabalhar no Brasil logo percebem o potencial técnico dos nossos jogadores. Mas também tentam descobrir detalhes da personalidade dos craques que ajudaram o país a conquistar cinco Copas do Mundo. Eis o que pensam Juan Pablo Vojvoda, Abel Ferreira e Jorge Jesus sobre o Brasil e os brasileiros:

1) “Encontrei um futebol muito rico no Brasil. Você vai ao exterior e as pessoas perguntam qual é o ponto forte de um jogador argentino, e dizem que é a personalidade. O brasileiro se destaca porque joga bem: o que dribla faz algo que você nunca viu, o que bate no gol chuta com uma parte do pé que você não sabe como a bola vai descer; e ainda há as bicicletas, as pedaladas… Eles aproveitam a vida. Termina o treino e eles continuam jogando. Às 10 da noite ainda estão jogando peladas nas praias iluminadas de Fortaleza. Eu me adaptei a isso”, JUAN PABLO VOJVODA, argentino, técnico do Fortaleza.

2) “O jogador brasileiro só joga 50%. Só joga na parte ofensiva, só quer bola. O jogo é 50% atacar e 50% defender. Quando junta tudo, os times brasileiros são muito competitivos. Tem muita qualidade. É por isso que os jogos aqui são difíceis”, ABEL FERREIRA, português, técnico do Palmeiras.

3) “O jogador brasileiro, quando tem a posse de bola, não se preocupa. Sabe conviver com ela. Mas é preciso saber jogar sem a bola. Os jogadores brasileiros não conheciam tão bem o jogo sem bola. Sem vaidade, isso começou a mudar depois da nossa passagem pelo Brasil“, JORGE JESUS, português, ex-técnico do Flamengo.

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