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Finalistas da Libertadores dependem mais que nunca dos seus médicos
Faltando 20 dias, o jogador que tiver uma lesão agora certamente ficará fora da decisão
atualizado
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Uma frase do técnico Renato Gaúcho, após a vitória de sexta-feira (5/11) sobre do Atlético-GO, define bem o nível de preocupação para os inúmeros problemas de lesões que o Flamengo vem enfrentando nos últimos meses:
“Nós temos o Brasileiro, que ainda é um sonho, estamos correndo atrás e precisamos jogar esses jogos. Teremos riscos, sim… O jogador que tiver uma lesão agora, principalmente muscular, fica fora da final da Libertadores”.
Renato sabe que um grande duelo – seja no futebol ou em qualquer esporte – pode ser definido num detalhe. Você coloca frente a frente os dois melhores tenistas do mundo. O detalhe de uma bola que equilibra-se na rede, e para qual lado ela vai cair, poderá decretar a vitória ou a derrota numa grande decisão. Um golpe bem encaixado no boxe; um saque errado no vôlei… Enfim, em tudo na vida existe o imponderável detalhe.
A preocupação de Renato Gaúcho faz todo o sentido, porque clube algum sofreu mais este ano do que o Flamengo com as desfalques de peças chaves.
O meia Arrascaeta, por exemplo, desde que chegou, é um jogador vital para o esquema tático rubro-negro. Ele contundiu-se num jogo da seleção do Uruguai pelas Eliminatórias. Agora, em fase final de recuperação, precisa entrar em forma em pouco mais de uma semana.
Rodrigo Caio e David Luiz, a dupla titular da defesa, depois de longo período de tratamento, jogou sexta-feira, e deve entrar em campo hoje contra a Chapecoense para ganhar ritmo. Bruno Henrique, embora já esteja atuando há algum tempo, ainda não está 100%. E Pedro, uma opção sempre útil e necessária para o ataque, será que estará apto para a final?
Do outro lado, o Palmeiras circunstancialmente parece enfrentar menos problemas. O que temos visto nos últimos jogos do Brasileirão é o técnico Abel Ferreira dosando bem a utilização do elenco, e sempre substituindo no meio das partidas aqueles que são considerados titulares para evitar maiores desgastes.
Por enquanto, parece que até a sorte está ajudando, mas é aí que entra o tal do detalhe. Tem a ver com a sequência de jogos (a do Flamengo é quase insana) e com carga de trabalho na preparação física. Sim, os departamentos médicos também são cada vez mais bem aparelhados pelos clubes. Nunca os finalistas de um torneio como este dependeram tanto do seus médicos.
Faltam somente 20 dias para a final da Libertadores, e, embora nenhum vencedor queira acreditar no acaso, daqui até lá, muita coisa pode acontecer; muita coisa pode mudar. E qualquer detalhe pode ser importante.
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