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Final da Copa Sul-Americana: o cimento como testemunha
Os “gênios” da Conmebol transformaram o duelo entre Athletico e Red Bull praticamente num “jogo fantasma”
atualizado
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A genialidade dos cartolas da Conmebol transformou a final da Copa Sul-Americana, entre Athlético-PR e Red Bull Bragantino, num jogo quase fantasma. Marcar a decisão em outro país e cobrar ingressos entre 100 e 400 dólares, só poderia ter esse desfecho.
Em campo, a impressão que tivemos é que os próprios jogadores sentiram a ausência do público. O jogo foi desinteressante. O Furacão marcou no primeiro tempo, fechou-se na defesa e segurou a pressão do Red Bull. Mas praticamente não houve emoção.
Vale relembrar uma tese do genial jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, que certa vez sentenciou: “Sem torcedor não há futebol. Pode haver futebol sem jogador, mas não sem torcida. Devíamos erguer-lhe uma estátua à porta do estádio. O futebol só começou a ser histórico quando apareceu o primeiro torcedor”
Até o momento em que estou postando essa coluna, não vi qualquer informação sobre público pagante. Suponho que a Conmebol está até com vergonha.
É muito caro pra chegar lá no Uruguai a essa altura do ano. Ficou mais fácil para os paranaenses, que moram a 1.500 km de distância e puderam até ir de carro ou de ônibus (umas 20 horas de viagem). De avião, como mostramos aqui numa matéria sobre a a final Flamengo x Palmeiras, é quase impossível.
Hoje, foi mais ou menos como se os dois times tivessem jogado “para o cimento”. A final de 2018, quando o Athletico ganhou o seu primeiro título da Sul-Americana, tinha mais de 40 mil pessoas pra ver a final contra o Junior Barranquilla.
Eu desconfio que a final da Libertadores, daqui a uma semana, vai ser outro fiasco. No Estádio Centenário cabem 60 mil torcedores. Parabéns aos gênios da Conmebol.
