Afinal, sal grosso ganha jogo? Deveriam experimentar com o Cruzeiro

Os 2 exemplos bem-sucedidos em Santos e Goiânia vão incentivar outros clubes com problemas na tabela a buscarem esse artifício sobrenatural

atualizado 19/10/2021 8:19

Torcedor do Santos joga sal grossoReprodução/ Twitter

Cena 1 – Dia 10/10, estádio da Vila Belmiro. Um torcedor do Santos foi flagrado jogando sal grosso na cabine do VAR, antes do jogo contra o Grêmio, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Santos, que vinha de 9 partidas sem vencer na competição, ganhou por 1×0.

Cena 2 – Dia 17/10, estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Um funcionário do Atlético-GO “batizou” uma das traves com sal grosso, antes do jogo contra o Atlético-MG, pela 27ª rodada. O time local, que não vencia em casa há 10 rodadas, virou o jogo pra cima do líder. Detalhe: os seus gols saíram exatamente na trave do sal.

Mas, afinal, o que é que está acontecendo com o futebol? Sal grosso ganha jogo? 

Os mais supersticiosos acreditam que, todos os dias, nós passamos por diversos ambientes e cruzamos com vários tipos de pessoas. Há grandes chances de que haja uma energia negativa espalhada por aí.

“A partir daí – sustentam esse supostos estudos – nos sentimos cansados, desanimados e até mesmo com dores físicas. Nessas horas, para melhorar a nossa disposição, é recomendado que façamos o banho de sal grosso”.

É possível que os dois exemplos, digamos, bem-sucedidos em Santos e em Goiânia sirvam para incentivar outros clubes com problemas dentro de campo a buscarem esse artifício “sobrenatural”.

Se vai funcionar com todos, ninguém sabe. Provavelmente, não. Você pode, por exemplo, usar toda o estoque de sal grosso de Mossoró-RN – um dos maiores produtores de sal do País – para tentar tirar o Cruzeiro da draga em que ele se meteu, e certamente não conseguirá esse tal “descarrego”.

Ao que tudo indica, além do desespero que tomou conta dos times mal posicionados na tabela, o uso do sal grosso tem mais a ver com o preço da carne. O sal, que custa menos de R$ 2/kg, deve estar sobrando na cozinha.

Enquanto isso, um quilo e picanha está pela hora da morte.

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