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Futebol ETC

A sutil diferença entre a mídia brasileira e a argentina

Os hermanos convocaram 7 jogadores de dupla nacionalidade para evitar que eles sejam inscritos por outros países. Aqui isso seria “um crime”

23/03/2022 07:00, atualizado 23/03/2022 07:05
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Reprodução TV
A sutil diferença entre a mídia brasileira e a argentina

Quando Tite anunciou a lista de convocados para os dois jogos finais das Eliminatórias da Copa, uma das surpresas foi o atacante Martinelli, do Arsenal-ING, jogador de 20 anos que tem dupla nacionalidade.

Logo surgiram comentários na mídia questionando Tite: “Espero que o Tite não tenha chamado o Martinelli só para ele não poder mais ser convocado pela seleção italiana e atrapalhar a vida profissional dele”, disseram alguns.

É possível que tenha sido essa a intenção de Tite. Mas isso, em outros países, é considerado uma estratégia normal. As federações se preocupam com essa possibilidade de jogadores de seus países reforçarem outras seleções.

E, para citar o exemplo mais contundente, o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, aproveitando que já está classificado para Copa, incluiu sete jovens promessas com dupla nacionalidade entre os convocados para essa última rodada.

São eles: Franco e Valentín Carboni (Inter de Milão, ITA), Luka Romero (Lazio, ITA), Matías Soulé (Juventus, ITA), Alejandro Garnacho (Manchester United, ING), Nicolás Paz (Real Madrid, ESP) e Tiago Geralnik (Villarreal, ESP).

Na mídia argentina, ninguém achou que foi sacanagem de Lionel Scaloni. Ninguém!

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