A resposta do comentarista Casagrande à coluna Futebol Etc

Com alguns dias de atraso (e sem querer estender a polêmica), transcrevo a opinião do Casão, a propósito de comentário que fiz sobre ele 

atualizado 21/03/2022 16:39

Reprodução

Só agora vi a resposta de Casagrande à coluna Futebol Etc. Escrevi aqui, 13/3, um domingo, que “É descabido Casagrande falar em panela de Tite na Seleção”. No dia seguinte, Casão respondeu e eu passei batido. 

Juro que não foi descaso. Sou leitor da coluna “De Peito Aberto” que Casagrande escreve no portal G1. Nesse dia, não sei por qual razão, não li. Mas ainda dá tempo de mostrar a reação do comentarista da Globo a alguns itens que foram tratados neste espaço do Metrópoles (clique aqui).

Embora ele não cite o meu nome (e tampouco tenha me poupado de críticas), senti-me honrado com o texto dedicado à coluna. A seguir, alguns trechos do que ele escreveu:

Fala, Casão

Depois que publiquei o texto sobre a “panela Tite”, li e ouvi tudo que foi falado sobre o que escrevi. Chamaram-me a atenção alguns comentários, não os de leitores aqui no blog, mas de pessoas profissionais, jornalistas que escreveram e falaram sobre meu texto insinuando que na minha época, na Seleção com o Telê Santana como treinador, também existia uma panela.

Parece que essas pessoas não sabem o significado da palavra panelinha no futebol. Panelinha é quando o treinador convoca sempre os mesmos jogadores, alguns que não estão nem jogando ou não estão em boa fase, alguns que são até reservas, ignorando outros que são protagonistas e titulares dos seus times. isso caracteriza a panelinha, porque o merecimento não está sendo respeitado.

Para quem fala que fui reserva na Copa do Mundo 1986, vou esclarecer. Eu fui titular da Seleção no ano de 1985 todo, até os dois primeiros jogos do Mundial no México. Fui titular contra a Espanha e a Argélia. Não joguei bem como antes e perdi a posição para o Müller, que estava bem.

Esse time tinha o goleiro Carlos e eu, titulares e protagonistas do Corinthians; Zico e Edinho, titulares e protagonistas na Udinese; Leandro, que também era fundamental no Flamengo; Oscar, que iria para sua terceira Copa (a exemplo do Edinho) e fazia uma dupla de zaga histórica com o Darío Pereyra no São Paulo; Junior, grande protagonista do Torino, tanto que está no time de todos os tempos; Cerezo, titular da Sampdoria; Renato, protagonista do Grêmio, assim como o Eder no Atlético-MG; e o Sócrates, que estava na Fiorentina.

Depois dos cortes, ele definiu um time, só que uma semana depois ele trocou alguns jogadores e também a formação tática. Ele tirou o Oscar e colocou o Júlio César, passou o Junior para volante, escalou o Branco na lateral e colocou o Elzo no lugar do Falcão. Com isso, ele quis fortalecer a marcação no meio com o Elzo, que era titular e protagonista, como volante marcador, do Atlético-MG. Foi outra atitude do Telê que mostra que não existia panela com ele.

Agora, com o Tite, vários jogadores têm privilégios. Alguns são convocados sem merecimento. O Neymar já teve diversos casos de indisciplina e nada aconteceu, nem uma bronquinha. Isso caracteriza uma panelinha. O treinador precisa de uma boa base que realmente tenha demonstrado ótimo rendimento na Seleção. E outros jogadores precisam ser chamados por merecimento.

Acho que consegui mostrar a diferença entre um treinador que não dava privilégios a ninguém e outro que dá privilégios a vários.

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