Fabio Serapião

Sob Aras, PGR foi contra assinar delação com Cid

Apesar do posicionamento da Procuradoria, dias depois o ministro Alexandre de Moraes homologou o acordo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Isac Nóbrega/PR
Augusto Aras
1 de 1 Augusto Aras - Foto: Isac Nóbrega/PR

A íntegra da delação de Mauro Cid, cujo sigilo foi levantado por Alexandre de Moraes, mostra que a Procuradoria-Geral da República (PGR) na gestão de Augusto Aras foi contra celebrar o acordo de colaboração.

O despacho contra o acordo é de 6 de setembro de 2023, e foi assinado por Humberto Jacques de Medeiros, então subprocurador-Geral da República.

Segundo ele, o MPF, antes de celebrar o acordo, precisaria identificar com certeza a indicação das provas, algo “que não houve adequadamente no caso concreto”.

“Diante disso, com o objetivo de assegurar o adequado cumprimento das atribuições constitucionais e legais do Ministério Público Federal, opta-se, neste momento, por não celebrar imediatamente o acordo nas condições em que foi sugerido”, diz o documento.

Á época, a PGR ainda era conduzida por Augusto Aras, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No posto, ele chegou a pedir o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos e, depois, das milícias digitais, em que foi realizada a delação.

No mesmo despacho, a PGR afirma que o conteúdo da petição seria transformada em um procedimento administrativo.

Mesmo com a PGR a contra, no mesmo dia o gabinete de Moraes marcou um audiência e ouviu Cid para confirmar a voluntariedade do acordo. Três dias depois, Moraes homologou o acordo.

“A Procuradoria-Geral da República não se manifestou no mérito do acordo apresentado, requerendo o arquivamento da colaboração formulada pela Polícia Judiciária, por entender que deverá o Ministério Público realizar futura análise sobre a viabilidade de eventual colaboração”, disse o ministro.

Ao homologar o acordo, Moraes também afirmou que a colaboração observou os ditames legais e “se revela potencialmente eficaz, tendo em vista que traz aptidão para consecução gradativa dos objetos eleitos”.

Na época, Mauro Cid estava preso e, com o acordo, Moraes concedeu liberdade provisória ao militar mediante algumas restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

Os depoimentos de Mauro Cid, que serviram para embasar grande parte da investigação, que resultou na denúncia de um total de 34 pessoas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?