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Fabio Serapião

PF apreende Porsches e armas em ação que mira suplente de Alcolumbre

Também foram apreendidos pela PF quadros de obras de arte, joias e relógios de luxo na operação que mira desvios no DNIT

22/07/2025 08:58, atualizado 22/07/2025 14:51
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Reprodução PF
PF apreende Porsches e armas em ação que mira suplente de Alcolumbre

A Polícia Federal (PF) apreendeu armas de grosso calibre, incluindo um fuzil .556, três Porsches, obras de arte e joias na operação Route 156.

Como mostrou a coluna, a operação em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) mira desvios no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT/AP).

Um dos alvos de busca é o empresário Breno Chaves Pinto, 2º suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A PF não informou com quem foram apreendidas as armas, os carros e os itens de luxo.

A coluna apurou que 3 pistolas, 1 fuzil .556 e aproximadamente 250 munições foram apreendidas com o suplente do senador, que é CAC. A PF iniciará o processo de cassação do registro.

Já os três veículos da marca Porsche, 13 quadros de obras de arte de Guignard e Portinari, as joias e relógios de luxo foram encontrados em um endereço em Nova Lima (MG).

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Presidente do Senado Davi Alcolumbre

A operação Route 156 cumpre 11 mandados de busca para avançar na apuração sobre um esquema criminoso de direcionamento de licitações e desvio de recursos públicos federais vinculados a contratos de manutenção e recuperação da rodovia BR-156, no Amapá.

Segundo a PF, a investigação indica para a “existência de uma organização criminosa estruturada no âmbito da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT/AP), que teria fraudado o caráter competitivo de pelo menos quatro pregões eletrônicos”.

O valor total das licitações sob suspeita é de R$ 60 milhões.

O suplente de Alcolumbre é ligado à empresa LB Construções, uma das vencedoras da licitação da BR-156. Ele ainda tem contratos, por meio de outras empresas, com a Codevasf.

A apuração da PF indica que o grupo integrado pelo suplente simulava a concorrência em licitações com propostas fictícias e cláusulas restritivas nos editais.

Os mandados são cumpridos no Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Amazonas. Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 8 milhões.

Defesa

Em nota enviada à coluna, a assessoria de comunicação de Alcolumbre afirmou que o senador não possui qualquer relação com as empresas citadas na operação desta terça-feira (22), nem com a atuação empresarial do seu segundo suplente.

“Alcolumbre reitera seu respeito às instituições e entende que todos os envolvidos devem prestar os devidos esclarecimentos à Justiça, respeitado o devido processo legal”, diz a nota.

Já o Dnit, também em nota, afirma que o órgão colabora com a investigação, visando a completa elucidação dos fatos e diz repudiar “qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção e conta com uma Política Antifraude e Anticorrupção que, entre outros aspectos, deixa clara essa premissa”.

“As instâncias de integridade da autarquia também estão apurando os fatos a fim de adotar as medidas administrativas que forem necessárias […] O DNIT está em permanente contato com os órgãos de controle e reafirma que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública”, diz trecho da manifestação.