PF apreende Ferrari com ex-sócio de Nelson Wilians

Apreensão ocorreu durante nova fase da operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS

atualizado

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Ferrari apreendida pela PF durante nova fase da operação Sem Desconto, que apura a "farra do I?NSS"
1 de 1 Ferrari apreendida pela PF durante nova fase da operação Sem Desconto, que apura a "farra do I?NSS" - Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu uma Ferrari vermelha durante a busca e apreensão, na manhã desta sexta-feira (12/9), contra Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Willians.

Tanto Willians quanto seu ex-sócio foram alvos de mandados de busca e apreensão na nova fase da operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS, reveladas pelo Metrópoles.

Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) compartilhados com a investigação, entre 2019 e 2024, o escritório de Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas.

Lobista Antonio Antunes, o Careca do INSS
Lobista Antonio Antunes, o Careca do INSS

As movimentações da banca Nelson Wilians Advogados aparecem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) enviados à PF no âmbito da operação que apura a “farra do INSS”.

Ao mesmo tempo, a PF também prendeu o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como operador do esquema de descontos. Sua prisão ocorreu em Brasília (DF).

O empresário Maurício Camisotti também foi preso pela corporação, em São Paulo. Ele é suspeito de integrar o esquema de descontos indevidos.

Defesa

Em nota, Nelson Wilians afirmou que tem colaborado integralmente com as autoridades e que “confia que a apuração demonstrará sua total inocência”. Também disse que a ligação entre ele e um dos investigados s restringe à relação profissional.

“Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, afirma.

“Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, escreveu.

Já a defesa do empresário Maurício Camisotti afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação que apura fraudes no INSS e aponta para uma “arbitrariedade” supostamente cometida durante a ação policial.

Segundo os advogados, Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. “Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio”, afirma a defesa.

“A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, conclui a nota.

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