Fabio Serapião

Farra do INSS: nova operação apreende carro de Fórmula 1 e obras de arte

Operação Cambota prendeu o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema, e o empresário Maurício Camisotti

atualizado

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PF apreende réplica de carro da fórmula 1 em operação contra fraudes no INSS
1 de 1 PF apreende réplica de carro da fórmula 1 em operação contra fraudes no INSS - Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu uma série de obras de arte, uma Ferrari e até a réplica de um carro de Fórmula 1 durante as ações no âmbito da Operação Cambota, deflagrada na manhã desta sexta-feira (12/9), em um desdobramento das investigações da “Farra do INSS”, revelada pelo Metrópoles.

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Ferrari apreendida pela PF durante nova fase da Operação Sem Desconto, que apura a "Farra do INSS"
Dinheiro apreendido pela PF durante operação contra fraudes no INSS
PF apreende obra de arte em operação contra fraudes no INSS
Malas da Louis Vuitton
Obra de arte apreendida durante operação da PF contra fraudes no INSS
PF apreende réplica de carro de Fórmula 1 em operação contra fraudes no INSS
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PF apreende réplica de carro de Fórmula 1 em operação contra fraudes no INSS

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Ferrari apreendida pela PF durante nova fase da Operação Sem Desconto, que apura a "Farra do INSS"
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Ferrari apreendida pela PF durante nova fase da Operação Sem Desconto, que apura a "Farra do INSS"

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Dinheiro apreendido pela PF durante operação contra fraudes no INSS
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Dinheiro apreendido pela PF durante operação contra fraudes no INSS

Dinheiro apreendido pela PF durante operação contra fraudes no INSS
PF apreende obra de arte em operação contra fraudes no INSS
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PF apreende obra de arte em operação contra fraudes no INSS

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Obra de arte apreendida durante operação da PF contra fraudes no INSS
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Obra de arte apreendida durante operação da PF contra fraudes no INSS

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Como mostrou a coluna, os agentes prenderam, em Brasília, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pelas investigações como um dos principais operadores do esquema de fraudes.

Também foi preso, mas em São Paulo, o empresário Maurício Camisotti, igualmente suspeito de fazer parte do esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Além dos dois mandados de prisão, a PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos alvos foi o advogado Nelson Wilians.

A Ferrari, na cor vermelha, foi apreendida com Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio do advogado.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

A nova ação apura os crimes de impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados.

Defesa

Em nota, Nelson Wilians afirmou que tem colaborado integralmente com as autoridades e que “confia que a apuração demonstrará sua total inocência”. Também disse que a ligação entre ele e um dos investigados s restringe à relação profissional.

“Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, afirma.

“Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, escreveu.

Já a defesa do empresário Maurício Camisotti afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação que apura fraudes no INSS e aponta para uma “arbitrariedade” supostamente cometida durante a ação policial.

Segundo os advogados, Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. “Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio”, afirma a defesa.

“A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, conclui a nota.

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