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Fabio Serapião

Empresas com R$ 880 milhões em contratos em PE são alvos da PF e CGU

Operação Firenze mira irregularidades em licitações e contratos de terceirização de mão de obra em Timbaúba, no interior de Pernambuco

05/06/2025 09:54, atualizado 05/06/2025 09:59
Divulgação/PF
Empresas com R$ 880 milhões em contratos em PE são alvos da PF e CGU

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) realizam na manhã desta quinta-feira (5/6) a operação Firenze, que investiga irregularidades em licitações e contratos administrativos para prestação de serviço terceirizados em Pernambuco, e mira empresas que, entre 2021 e 2024, receberam mais de R$ 880 milhões de entes públicos do estado.

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso.

As diligências foram realizadas em Jaboatão dos Guararapes (PE), Recife (PE), Timbaúba (PE) e São Paulo (SP) e contam com a participação de 95 policiais federais e 6 auditores da CGU.

Também foram autorizadas medidas cautelares de proibição  de atuação conjunta dos investigados em procedimentos licitatórios em Pernambuco, assim como de proibição de contato entre investigados e testemunhas.

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Além de irregularidades nas licitações e contratos, a operação também investiga os crimes de lavagem de capitais e organização criminosa.

As apurações começaram a partir de uma denúncia que indicava a contratação irregular de empresa terceirizada na cidade de Timbaúba, que foram confirmadas após diligências de órgãos parceiros na apuração.

Hugo Barreto/MetrópolesSede da CGU, em Brasília concurso
Fachada da sede da Controladoria Geral da União

“Diligências de órgãos parceiros na investigação confirmaram os fatos denunciados, inclusive com relação à suposta fraude ao caráter competitivo de dispensa de licitação, que contou com participação exclusiva de empresas do grupo comercial investigado”, diz nota da CGU.

A investigação também apontou para a alocação de pessoas interpostas no comando das empresas do grupo e a realização de operações financeiras com “características de lavagem de capitais”.

Segundo a CGU, entre 2021 e 2024, tais empresas receberam pagamentos de entes públicos de Pernambuco superiores a R$ 880 milhões, sendo que mais de R$ 214 milhões foram custeados com recursos federais.

Especificamente em relação às contratações investigadas em Timbaúba, o montante pago no mesmo período chegou aos R$ 39 milhões, dos quais ao menos R$ 10 milhões vieram dos cofres da União.

Empresas com R$ 880 milhões em contratos em PE são alvos da PF e CGU