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Fabio Serapião

Delegado da PF que investiga Bolsonaro é promovido a chefe de divisão

Investigador é responsável pelo inquérito das milícias digitais e assina indiciamento do ex-presidente no caso da trama golpista

07/02/2025 14:26, atualizado 07/02/2025 15:33
Reprodução/Direção Concursos
Imagem colorida de sede da Polícia Federal - Metrópoles

O delegado Fabio Alvarez Shor foi promovido a chefe da Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da Polícia Federal.

A estrutura fica dentro da Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6/2).

O investigador ficou nacionalmente conhecido por conduzir inquéritos que miram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre eles o das milícias digitais.

Na PF, o investigador é conhecido por seu perfil discreto e técnico. Além da área operacional, na condução de investigações, ele também é visto como um delegado com ampla experiência no setor de inteligência da corporação.

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Shor, até então, atuava como delegado dentro da coordenação de Contrainteligência, agora passará a chefiar toda a divisão de Contrainteligência, onde tramitam diversos inquéritos.

O delegado irá substituir Luciana Matutino Caires, que ocupou a chefia da Divisão até dezembro de 2024.

Milícias Digitais

O delegado Fabio Shor passou a ser o responsável pelo inquérito que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro no início de 2022, quando a delegada Denisse Ribeiro, até então titular das apurações, saiu de licença maternidade.

O investigador passou a atuar no caso no momento em que Bolsonaro, ainda presidente, escalou seus ataques ao sistema eleitoral e aos resultados das eleições de 2022.

Com o fim do governo e início da gestão Lula, o delegado avançou com a investigação que resultou em buscas contra Bolsonaro e seus aliados e, por fim, o indiciamento do ex-presidente da apuração sobre a trama golpista. O delegado é um dos quatro que assina o relatório de indiciamento.

Estão dentro do inquérito das milícias, além da apuração sobre a trama golpista, o caso da fraude no cartão de vacinação, a investigação sobre desvios de verbas de cartão corporativo e a disseminação de notícias falsas sobre as urnas.

Por causa da sua atuação nessas apurações, ele entrou na mira de bolsonaristas que passaram a atacá-lo.