
Fabio SerapiãoColunas

Alvo da PF por desvios na educação esconde celular na privada; veja
Agentes encontraram celular escondido dentro da caixa do vaso sanitário durante operação contra desvios no Fundeb
atualizado
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Agentes da Polícia Federal (PF) encontraram um celular escondido dentro da caixa do vaso sanitário de um dos alvos da operação contra desvios na educação no Maranhão, cuja segunda fase foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (21/8).
Um vídeo mostra o momento em que os investigadores retiram o aparelho de dentro da caixa acoplada à privada. O celular, ao que aparenta, está desligado, depois de ficar submerso na água. Veja:
As ações desta manhã dão continuidade à operação Lei do Retorno, que investiga desvios no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) entre os anos de 2021 e 2025 por meio de fraudes a licitações municipais.As estimativas é que o esquema já teria desviados mais de R$ 50 milhões provenientes de recursos públicos destinados à educação.
Os mandados desta quinta-feira (21) são cumpridos contra pessoas físicas e servidores públicos nas cidades de Estreito, Imperatriz, Santa Inês, Pindaré-Mirim, Itapecuru-Mirim, São José do Ribamar e Timon, no Maranhão, e em Fortaleza, no Ceará.
Até agora, já foram apreendidos cerca de R$ 2,5 milhões entre valores em dinheiro, cheques e veículos apreendidos.
Ao longo das investigações, a PF identificou que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb eram devolvidos para servidores pública envolvidos nas fraudes.
“O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos provenientes do Fundeb e apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso”, afirma a corporação.
Como mostrou a coluna, a primeira fase da operação foi na manhã de terça-feira (19), com o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão. Agora, o número dessas ações contra os investigados sobe para 94.
Os crimes investigados incluem, dentre outros, a formação de organização criminosa, Corrupção ativa e/ou passiva, Peculato, Fraudes em licitações e Lavagem de dinheiro, cujas penas, se somadas, podem chegar até 52 anos de prisão.




