Fabio Serapião

Aluno é alvo da PF após tentar reverter expulsão ameaçando professores

Operação Fúria foi deflagrada contra estudante da Universidade Federal de Campina Grande por ameaças e coação no curso de processo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/PF
Agente da PF durante operação Fúria, na Paraíba
1 de 1 Agente da PF durante operação Fúria, na Paraíba - Foto: Divulgação/PF

A investigação da Polícia Federal (PF) que mira um ex-aluno da Universidade Federal de Campina Grande (PB) por ameaças contra uma procuradora e professores da faculdade aponta que ele tentou fazer com que os docentes que depuseram contra ele em um processo administrativo mudassem seus depoimentos.

O processo, aberto depois de ameaças proferidas pelo aluno, levou à sua expulsão. Descontente com o andamento do caso, ele tentou fazer com que os docentes que depuseram contra ele mudassem suas versões.

Tal comportamento foi definido como um dos mais graves do investigado por pessoas a par das apurações. O inquérito contra ele foi aberto em agosto deste ano.

O ex-aluno também é investigado por coação no curso de processo e foi alvo de um mandado de busca e apreensão com aplicação de medidas impositivas, como proibição de se aproximar das vítimas e de frequentar os prédios públicos da universidade e do MPF.

Durante a ação, ele foi conduzido para avaliação psiquiátrica. A PF chegou a pedir sua prisão preventiva, mas ela foi negada pela 14ª Vara Federal do Juízo de Garantias da Seção Judiciária de Campina Grande -juízo que autorizou as demais medidas cumpridas pelos agentes.

Segundo a investigação,  ele proferiu uma série de ameaças -algumas inclusive via mensagens de WhatsApp – contra a vida e integridade física das vítimas caso não houvesse mudança no desfecho do processo administrativo que atendiam aos seus interesses.

Imagem colorida de agente da Polícia Federal. Procurador de SP que abusou de filha de oito meses é preso pela PF - Metrópoles
Polícia Federal pode chegar ao setor imobiliário em investigações

Segundo apurou a coluna, o aluno também apresentava um comportamento agressivo, o que causou medo tanto em uma professora, quanto na procuradora. Ele também apresentava reações diferentes a depender do sexo do interlocutor -sendo normalmente mais agressivo com mulheres.

É por isso que a PF afirma que o nome da operação, “Fúria”, faz alusão ao estado emocional que o investigado externou quando de sua visita à Sala do Cidadão na sede do MPF em Campina Grande.

De acordo com a corporação, o investigado poderá ser responsabilizado, em tese, pelos crimes de ameaça e coação no curso de processo, cujas penas somadas podem ultrapassar 4 anos de prisão, sem prejuízo da imputação de outras condutas delitivas, conforme análise pericial do material apreendido.

“A ação integra o conjunto de medidas estratégicas voltadas à repressão de delitos que atentam contra a integridade física de mulheres no exercício de suas funções, observando rigorosamente os preceitos normativos vigentes e os fundamentos constitucionais do princípio da proteção integral, consagrado no ordenamento jurídico brasileiro, afirma a PF.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?