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Zezé diz se pretende entrar na política e prega mudança “estrutural”. Vídeo
O cantor sertanejo Zezé Di Camargo conversou com a coluna e abriu o coração sobre como enxerga a política atual no Brasil: “Tinha que mudar”
atualizado
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O cantor sertanejo Zezé Di Camargo conversou com a coluna Fábia Oliveira e abriu o coração sobre o atual momento político brasileiro. Sincero, o artista respondeu se pretende concorrer às eleições no futuro e defendeu que o atual sistema político do Brasil passe por mudanças.
Candidato?
Zezé se apresentou na Festa do Peão de Paulínia, no interior de São Paulo, no último sábado (18/4). Questionado se pretende abandonar a carreira musical no futuro para tentar a sorte em Brasília, o cantor disse que prefere se manter cantando.
“De jeito nenhum. Eu gosto de entender de política. Acho que entendo. As opiniões às vezes divergem, mas eu mesmo ser político não, acho que não tenho competência pra isso”, disse o sertanejo à coluna.
Na conversa, o famoso analisou o cenário atual e disse que políticos deveriam ser pessoas mais “preparadas” para ocuparem cargos públicos. “Acho até que tinha que mudar a maneira de ser político no Brasil. Para eleger alguém, principalmente no Executivo, essa pessoa tem que ter uma noção de administração, uma formação superior. Não é só ter popularidade e virar político, você precisa entender na execução. Então eu tenho muito essa consciência”, disse.
Mudanças
Em seguida, o pai de Wanessa Camargo aproveitou a oportunidade para abrir o coração e sugeriu, inclusive, mudanças no sistema político do País. “Acho que o Brasil tem que mudar a maneira de encontrar seus candidatos, mudar a maneira de eleger as pessoas. É um País muito grande, tem muitas diferenças nos estados”, apontou.
“Você não pode admitir que um estado como São Paulo tenha a mesma importância do que outro. A gente vive num sistema presidencialista, mas quem manda é o parlamento… Então, na verdade, a gente vive num sistema parlamentarista disfarçado (…) e aí que há os conchavos”, seguiu.
Zezé usou os Estados Unidos como exemplo: “Acho que tem que mudar muita coisa na estrutura, de repente fazer como nos Estados Unidos, escolhendo por delegados. Você não pode pensar que um senador que precisou de 250 mil votos para ser eleito tenha mais poder do que um que precisou de 6 milhões de votos”, sacramentou.












